ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
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11/09/2017PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E NOVAS TECNOLOGIAS DE MONITORAMENTO AMBIENTAL: POTENCIAL DO SENSORIAMENTO REMOTO PARA AVALIAÇÃO DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM ZONAS ESTUARINAS  
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PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E NOVAS TECNOLOGIAS DE MONITORAMENTO AMBIENTAL: POTENCIAL DO SENSORIAMENTO REMOTO PARA AVALIAÇÃO DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM ZONAS ESTUARINAS

 

José Gustavo da Silva Melo¹,Elisabeth Regina Alves Cavalcanti²; Josiclêda Domiciano Galvíncio³

 

 

¹ Mestreem Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente –Recife, PE,josegustavo_melo@hotmail.com

 

² Professora EBTT do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão; Doutorandado Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/UFPE)pela Universidade Federal de Pernambuco – Alcântara, MA,elisabeth.silva@ifma.edu.br

 

³ Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/UFPE); Professora adjunta do departamento de Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco -Recife, PE, josicleda@hotmail.com

 

RESUMO

As regiões costeiras durante séculos estão sendo submetidas a uma dinâmica de apropriação e uso desordenado dos recursos naturais. A atuação da sociedade sobre a natureza transforma e desnaturaliza o ambiente, através da apropriação dos elementos naturais, de forma indiscriminada, intensa e em grande escala,incorporando um caráter social ao se avaliar a degradação ambiental. Por essa razão este trabalho objetiva analisar a ação humana sobre os componentes naturais em zonas estuarinas, a partir da utilização do sensoriamento remoto no monitoramento da degradação ambiental numa área de ecossistema manguezal na cidade do Recife-PE. Para isso, leva em consideração a cobertura vegetal e uso e ocupação do solo no estuário do rio Capibaribe, utilizando imagens do satélite Landsat-5 na avaliação do comportamento espaço-temporal da vegetação nos anos de 1989, 2000 e 2011. O resultado permitiu observar a redução da vegetação, que em 1989 tinha área de 725ha e foi para 313ha em 2000, declinando para 186ha em 2011. No tocante à área urbana e solo exposto, houve um aumento de 495,4 ha para 686,5ha, entre 1989 e 2000, continuando em 2011 (754,3ha). Com base nisso, o trabalho utilizando técnicas de sensoriamento remoto possui potencial para auxiliar nos estudos ambientais e para a compreensão do processo histórico de organização e transformação do espaço, favorecendo as práticas pedagógicas interdisciplinares.

PALAVRAS-CHAVE:interdisciplinaridade,análise espaço-temporal, expansão urbana, índices de vegetação.

ENVIRONMENTAL PRESERVATION AND NEW ENVIRONMENTAL MONITORING TECHNOLOGIES: POTENTIAL OF REMOTE SENSING TO EVALUATE ENVIRONMENTAL DEGRADATION IN ESTUARINIAN AREAS

 

ABSTRACT

Coastal regions for centuries are being subjected to a dynamics of appropriation and disorderly use of natural resources. Society's action on nature transforms and de natures the environment through the appropriation of natural elements, indiscriminately, intensive lyandon a large scale, incorporating a social character in assessing environmental degradation. For this reason, this work aims to analyze the human action on the natural components in estuarine zones, from the use of remote sensing in the monitoring of environmental degradation in an area of ​​mangrove ecosystem in the city of Recife-PE. For this, it takes into account the vegetation cover and land use and occupation in the Capibaribe estuary, using images from the Landsat-5 satellite in the evaluation of the spatial-temporal behavior of the vegetation in the years 1989, 2000 and 2011.The results howed ther eduction of vegetation, which in 1989 hadan area of ​​725ha and went to 313ha in 2000, declining to 186ha in 2011. Regarding the urban area and exposed soil, there was an increase from 495,4 ha to 686,5ha, Between 1989 and 2000, continuing in 2011 (754.3ha). Base don this, the work using remote sensing techniques has the potential to aid in environmental studies and to understand the historical process of organization and transformation of space, favoring interdisciplinary pedagogical practices.

KEY WORDS: Interdisciplinarity, space-time analysis, urban expansion, vegetation indexes.

1.    INTRODUÇÃO

A ação sobre os ambientes naturais ocorre paralelamente à evolução humana sobre o planeta Terra. Ao longo dos séculos de exploração dos recursos naturais, principalmente após a Revolução Industrial, estima-se que, somente nas últimas duas décadas, cerca de 29 milhões de hectares de florestas em toda Terra foram devastados (FAO, 2011) para servir de matéria prima na produção dos mais diversos objetos que promovem a vida humana, ceder lugar às cidades, à agricultura, ou mesmo como combustível na produção de energia. Sendo assim, o espaço urbano, é fragmentado e simultaneamente articulado num conjunto de diferentes usos da terra, condicionante e reflexo social (MORAIS, 2009), além de envolver a prática do poder e do discurso político ideológico, instituindo um campo de lutas de classes.

 Consequentemente, a atuação da sociedade sobre a natureza transforma e desnaturaliza, incorporando um caráter social através da apropriação dos elementos naturais, de forma indiscriminada, intensa, em grande escala. O desenvolvimento das técnicas e dos modos de produção, além da expansão urbana, e consequente crescimento das cidades, provocaram grande desequilíbrio nos ecossistemas e ambientes urbanos. O derramamento de substâncias tóxicas, deposição de resíduos líquidos, sólidos e esgotos, sem o devido tratamento, resultaram na contaminação de mananciais, rios, lagos, mares, cursos d’água, estuários, entre outros (MENGHINI, 2008; MELO et al. 2011).

Cabe-nos conceituar ambiente urbano como o meio ou habitat natural socialmente criado, configurado enquanto meio físico modificado pela ação humana a partir da cultura, que ao mesmo tempo se torna causa e efeito da degradação.

Ademais, as áreas estuarinas são apontadas como os ambientes naturais mais impactados na faixa intertropical, principalmente aqueles que apresentam manguezais. São ambientes protegidos de ondas e tempestades, apresentam a base da cadeia alimentar que sustenta as áreas costeiras e funcionam como filtro para essas águas e berçário para peixes e invertebrados (MEDEIROS, 2007; MELO, 2010).

A degradação socioambiental refere-se à ocupação irregular do solo, dos parques e das florestas. Além disso, refere-se a todos os recursos naturais existentes no espaço urbano das grandes metrópoles, como também nas médias e grandes cidades, sem excluir a poluição sonora e do ar. Tudo isso, soma-se às baixas condições de habitação, devido à favelização de áreas periféricas.

Em consequência, degradam-se os atributos naturais da paisagem, concomitante à inexistência e ineficiência das políticas públicas que não atingem todo o contingente citadino, relegando-os ao domínio da sociedade hegemônica. Sendo assim, temos um aparelho estatal que tem como referência o domínio do território e não o bem-estar do povo (HARVEY, 2005; BASTOS, 2007; MONTEIRO, 2011). Cabe ainda lembrar que isto configura um Estado como aparelho político dos proprietários de terras, um estado patrimonial.

Nesse sentido, durante os últimos anos, o debate sobre a gestão dos recursos naturais tem ganhado fôlego, além de atrair não só o interesse dos pesquisadores, como também dos planejadores e formuladores de políticas de gestão dos recursos naturais. De modo geral, as novas abordagens têm em comum a crítica aos padrões de intervenção tecnocráticos e deterministas convencionalmente adotados no Ocidente, ao mesmo tempo em que propõem novas estratégias para intervenção na problemática socioambiental (UCHA et.al., 2008).

Por sua vez, as regiões costeiras se destacam como um novo campo de pesquisa, uma vez que são as áreas mais ameaçadas do planeta, justamente por estarem sendo submetidas a uma dinâmica de apropriação e uso desordenados e predatórios dos recursos naturais. A zona costeira, em especial o estuário, como região de interface entre os ecossistemas terrestres e marinhos, em especial os manguezais, é responsável por ampla gama de funções ecológicas, tais como a prevenção de inundações, da intrusão salina e da erosão costeira, a proteção contra tempestades, à reciclagem de nutrientes e de substâncias poluidoras e a provisão direta ou indireta de habitats e de recursos para uma variedade de espécies exploradas (HADLICH; UCHA, 2009).

Para tal, a biodiversidade exerce papel fundamental no que se refere à maior parte desses mecanismos reguladores, contribuindo assim para a caracterização do conjunto da Zona Costeira como um recurso finito, resultante de um sistema complexo e sensível que envolve uma extraordinária inter-relação de processos e de pressões. A gestão deste recurso é o grande desafio da atualidade.

Em escala global, os mangues são limitados, de maneira geral, pela temperatura, mas na escala regional, a área e a biomassa das florestas de mangue podem variar com relação às condições hidrológicas e oceanográficas, ou seja, em função das várias condições climáticas e outras variáveis oceanográficas. Os mangues podem assumir características específicas aos diversos compartimentos geoambientais encontrados pelo mundo (LABOMAR UFC/ ISME-BR, 2005).

É também um ambiente sujeito aos processos marinhos, estuarinos e lagunares, podendo ser alterado representativamente pela modificação de processos hidrológicos e hidrodinâmicos, interagentes de sedimentação e de “sistemas vizinhos” (NORIEGA, 2010).

Poucas são as espécies vegetais que possuem condições para sobreviver em um local como o manguezal, pois o próprio é inundado pela água do mar, com pouco oxigênio e alta salinidade. As espécies vegetais locais devem adaptar-se para eliminar o excesso de sal, através das chamadas glândulas de sal, presentes nas folhas. Assim, a falta de oxigênio no solo, que permanece submerso pela maré cheia parte do dia, é outro fator ambiental limitante para o desenvolvimento das plantas do manguezal (SCHAEFFER-NOVELLI et al. 2004; SANTOS et al. 2009; SANTANA, 2010; SILVA, 2012).

O Brasil possui 12% dos manguezais do mundo, totalizando 25.000km² (HERZ, 1991). No litoral brasileiro ocupam uma fração significativa, cerca de 92% da linha de costa (±6.800 km), estendendo-se do extremo norte, no Oiapoque, Estado do Amapá (4°30’N), até o limite sul, na Praia do Sonho, em Santa Catarina (28°53’S), apresentando desenvolvimento máximo estrutural nas proximidades da linha do Equador (LABOMAR UFC/ ISME-BR, 2005).

Estimativas mais recentes sobre a área total de mangues do Brasil variam de 1,01 a 1,38 milhão de hectares, sendo o Rio Grande do Sul, o único estado litorâneo brasileiro que não apresenta cobertura vegetal típica de mangue, Pois, os manguezais são ecossistemas costeiros tropicais jovens, que ocorrem em terrenos baixos e planos, bem como em regiões estuarianas, deltas, às margens de lagunas, ao longo de rios e nas suas desembocaduras, orlas de baías e canais naturais, estendendo-se até onde ocorre o fluxo da maré, e nunca estando exposto à ação direta das ondas (BATISTA et al. 2004; TEIXEIRA, 2007; CRUZ et al., 2011; SILVA et al., 2015a).

O Estado de Pernambuco, apesar de possuir um litoral de pequena extensão, com apenas 187km, apresenta uma concentração de manguezais bastante significativa devido à sua posição geográfica e por apresentar altitudes bastante reduzidas, que favorecem o desenvolvimento da vegetação de mangue. As áreas mais representativas se registram no litoral Norte, onde o maciço cristalino mais se afasta do oceano e onde os depósitos do Grupo Barreiras são bastante trabalhados pela drenagem (ANDRADE-LIMA, 1970; ATLAS MUNICIPAL, 2005). Ainda em relação ao Estado, Brandão et al. (2009) estimaram a área total ocupada por manguezal em 17.372hectares.

A explosão demográfica, o evidente descompasso entre o processo de crescimento das cidades e a oferta de investimentos em infraestrutura, somada à ineficácia das políticas públicas, resultou em condições anormais de sobrevivência do elemento humano, levando-o à ocupação de áreas periféricas desaconselháveis à habitação e “promovendo a imediata degradação dos espaços, principalmente pelas disposições inadequadas de efluentes sanitários, ocupação de leitos de rios...” (BASTOS, 2007, p.4).

Geograficamente, as cidades e, por conseguinte, os espaços urbanos têm especificidades físico-naturais e socioculturais diferenciadas. Entretanto, apresentam semelhantes processos de degradação socioambiental. Bacias hidrográficas, rios, cursos d’água, lagos e lagoas são degradados e transformados em verdadeiros esgotos a céu aberto, devido ao lançamento, despejo e deposição de resíduos líquidos, sólidos, dentre outros.

As florestas, os ecossistemas e parques urbanos também são vitimados pela ação humana levando à extinção de matas e manguezais, que têm como consequência a lixiviação do solo e o transporte de sedimentos para áreas de vale, causados pela ação do intemperismo, em função da retirada da cobertura vegetal dos morros, encostas e margens dos rios. Esta ação causa a retenção de águas pluviais nas áreas e avenidas de vale, assoreamento de rios, degradação dos estuários e lagos, provocando inundações.

No entanto, os problemas ambientais, no caso da cidade do Recife, que mais se manifestam são a retirada do bioma natural no percurso do rio Capibaribe e das vegetações litorâneas, ocasionando alterações climáticas e aumento da temperatura nas áreas mais urbanizadas e a extinção de algumas espécies de fauna e flora do ecossistema.

As pesquisas com temas ambientais e os estudos do meio favorecem as práticas pedagógicas interdisciplinares. As imagens de sensoriamento remoto, como fonte de dados sobre o meio ambiente, são um recurso que facilita tanto o estudo do meio ambiente como a prática da interdisciplinaridade. Os novos parâmetros curriculares do ensino fundamental reforçam a importância do uso de novas tecnologias, como a do sensoriamento remoto. A possibilidade de se extrair informações multidisciplinares, uma vez que os dados contidos em uma única imagem podem ser utilizados para multifinalidades, distingue o sensoriamento remoto da maioria dos recursos educacionais (FLORENZANO, 2000).

A utilização de índices de vegetação como o Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI), Índice de Vegetação Ajustado ao Solo (SAVI) e Índice de Área Foliar (IAF) facilita a obtenção e modelagem de parâmetros biofísicos das plantas, como a área foliar, biomassa e porcentagem de cobertura do solo, com destaque para a região do espectro eletromagnético do infravermelho, que pode fornecer importantes informações sobre a dinâmica da vegetação (EPIPHANIO et al., 1996; JENSEN, 2009).

Diante disso, esta pesquisa visa fornecer informações para políticas de manejo, monitoramento e conservação integrada, para os manguezais, em ambientes urbanos, a partir de técnicas de sensoriamento remoto, com o objetivo de analisar a ação humana sobre os componentes naturais em zonas estuarinas, a partir da utilização do sensoriamento remoto no monitoramento da degradação ambiental numa área de ecossistema manguezal na cidade do Recife-PE, visto que o manguezal representa uma superfície verde inserida numa das maiores áreas metropolitanas do Nordeste brasileiro

 

1.1 Caracterização socioambiental da área de estudo

A cidade do Recife situa-se no litoral oriental da América do Sul, na costa do Nordeste brasileiro. A área de estudo é o estuário do rio Capibaribe, que esta localizada entre as coordenadas, 8°2'56"S e 8°5'47"S e 34°52'31"W e 34°53'38"W. O município tem como limite norte, sul e oeste a mesorregião da Mata Pernambucana e a leste o Oceano Atlântico.

Juntamente com 13 municípios (Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo, Camaragibe, Igarassu, Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Jaboatão dos Gurarapes, Moreno, Olinda, Paulista e São Lourenço da Mata) formam a Região Metropolitana do Recife, sendo Recife o núcleo principal e onde se concentra a metade da população metropolitana (PCR, 2000), (Figura 1).

 

Figura 1. Localização da área de estudo, estuário do rio Capibaribe.

 


Fonte: Melo, 2014.

 

Consequentemente, características da sua foz, confluência da Bacia do Pina com a Bacia Portuária (região do Porto do Recife), também foram abordados, por contribuir com tensores para este estuário, que fica localizado inteiramente na zona urbana da cidade do Recife (Figura 1) e possui uma extensão de aproximadamente 15 km a contar da foz (NETO, 2008; BARROS et al. 2009; BIONE et al. 2009; BARBOSA, 2010).

 

2.    METODOLOGIA

O procedimento metodológico empregado na elaboração do estudo, para a construção dos índices de vegetação, foi orientado pelo processamento das imagens do satélite Landsat – 5, que foram gerados por modelos usando a ferramenta ModelMaker, do software ERDAS Imagine 9.3. Tais imagens foram trabalhadas para obtenção de índices de vegetação NDVI e EVI, aplicando-se o modelo recomendado pelo SEBAL, conforme descrito em trabalhos como os de Oliveira, et al. (2011); Silva et al. (2011);Silva et al. (2012), Melo (2014) e Silva et al. (2015b).Finalmente, processaram-se a montagem dos mapas, realizada por meio do software ArcGis 9.3.

Os índices são apontados como indicadores de crescimento e vigor da vegetação e podem ser utilizados para diagnosticar vários parâmetros biofísicos com os quais apresentam altas correlações incluindo o índice de área foliar, biomassa, porcentagem de cobertura do solo, atividade fotossintética e produtividade (PONZONI et al., 2012). Esses índices têm sido utilizados com sucesso para o monitoramento de mudanças na vegetação em escala continental, regional e global. Esse sucesso deve-se a reflectância diferencial da clorofila nos comprimentos de onda do visível e infravermelho (BARBOSA, 2006).

 

3.    RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 Interpretação dos resultados apresentados pelo NDVI

Utilizamos o índice de vegetação por diferença normatizada (NDVI), nos anos de 1989 e 2011. Com a coloração variando do vermelho, em áreas onde a cobertura vegetal é relativamente densa (Mangue) ao alaranjado, quando são semidensas. As áreas com baixa cobertura vegetal (esparsas/exótica) estão destacadas pela cor laranja claro. Já a cor amarela caracteriza a área urbana e o solo exposto quefoi fundida em uma única classe(Figura 2).

 

 

 

Descrição: D:\ARQUIVOS JOSÉ MELO\ARQUIVOS_MESTRADO_MDU_UFPE\DISSERTAÇÃO ATUALIZADA_20_11_13\FIGURAS DOS ÍNDICES\LAYOUT ESTUÁRIO CAPIBARIBE_NDVI.jpg

 

Figura 2. Classificação dos valores de Mangue, área urbana e solo exposto e corpos hídricos, na zona estuarina do Capibaribe.

Fonte: Melo (2014).

 

As áreas de floresta possuem valores de NDVI em torno de 0.5 a 0.8, enquanto nas savanas, estes valores diminuem, ficando entre 0,6 a 0,4 (negativo). São característicos de áreas com baixa cobertura vegetal, e assemelham-se aos valores encontrados nos corpos hídricos e nuvens.

No tocante às regiões mais escuras (variações de Azul e verde) na imagem, correspondem a corpos d’água e/ou sombra de nuvens, devido à similaridade espectral entre estes alvos, além da alta umidade presente em zonas costeiras. Ao compararmos 1989 ao ano de 2011, percebemos o expressivo aumento das áreas com baixos valores de NDVI, que pode estar relacionado à urbanização desordenada, causada pela construção e reforma de vias de acesso terrestre (ruas, estradas, avenidas), bem como, pela ocupação dos espaços públicos, por famílias desprovidas de residências, entre outros fatores. Cabe salientar que estas mesmas áreas outrora eram tomadas por vegetação nativa, ou seja, mangue, pois é a vegetação típica da zona estuarina do rio Capibaribe.

Nas imagens de 2011, as áreas com baixo valor nas classes relativas a índices de vegetação, bem como, os de umidade tiveram aumento significativo, pois exibiram formas geométricas características de desmatamento. Este fato ocorreu especialmente no entorno ou próximo das vias de acesso, áreas vegetadas e estuário,

Logo, entende-se claramente a ampliação do número de polígonos que caracterizam áreas de desmatamento, principalmente no entorno daquelas áreas. Esta redução da cobertura vegetal estar relacionada à modificação provocada pela implantação e/ou revitalização de empreendimentos comerciais, melhorias na mobilidade urbana, além da desestruturação das áreas vegetadas. Estes fatores acarretam redução dos valores observados no índice de vegetação, para o recorte considerado.

 

3.2 Correlação entre o EVI e o NDVI, para o recorte espacial avaliado

Neste estudo, não houve problemas de saturação nos pixels amostrados, ou seja, a quantidade de vegetação (biomassa) não excedeu a capacidade suportada pelo sensor, que capta a reflexão gerada pelas folhas da espécie analisada. Pode-se dizer que os índices se adequam ao monitoramento dos períodos distintos das imagens, da área pesquisada, pois mesmo nos períodos em que havia nuvens, não ocorreu saturação dos pixels.

Deste modo, através das imagens do índice de vegetação aprimorado (EVI), observou-se a variação da vegetação da área pesquisada. Pode-se assim, verificar a flutuação dos valores do referido índice, na área, o que possibilitou a divisão do comportamento das fitofisionomias da vegetação de mangue. Isto se deve ao fato de que a vegetação apresenta maior quantidade de biomassa foliar, que pode estar associada às chuvas ou ao elevado nível de umidade. Quanto maior o nível de umidade, maior a capacidade de absorção por parte da vegetação, consequentemente, aumenta expressivamente a resposta espectral da classe vegetação.

Com o acompanhamento do EVI, durante os anos de 1989 a 2011, na área amostrada, Figura 3, obteve-se valores baixos na classe vegetação (densa, semidensa e esparsa/exótica), no que se refere à presença de biomassa (matéria orgânica). A partir de uma verificação de campo, a posteriori, estes valores poderão ser associados a algumas características das áreas estudadas, como a diferenciação entre as faciações da vegetação (mangue, espécies paisagísticas, ornamentais ou decorativas, entre outras), como também, gramíneas das praças públicas.

Portanto, dentro do recorte espacial, verificou-se que os valores de EVI ficaram entre 0,540 a 0,870 para a vegetação densa. Já a esparsa apresentou valores entre 0,300 a 0,416, no tocante à resposta espectral, ou seja, o quanto há de área vegetada no espaço avaliado pelo índice, Figura 3. Para a classe área urbana e solo exposto, as estimativas exibiram números entre 0,205 a 0,300 que estão dentro da escala para esta classe (0,1 a 0,3). A classe “corpos hídricos” expôs resultados negativos, bem como as nuvens, (Figura 3).

Sendo assim, foi possível compreender que, entre os anos observados, as alterações dos valores foram substanciais. Porém, quando o EVI é comparado ao NDVI há uma maior amplitude entre as classes descritas anteriormente, (Figuras 2 e 3).

 

Figura 3. Disposição dos valores das classes espectrais, no tocante à biomassa, na zona estuarina do Capibaribe.

 

Descrição: Descrição: D:\ARQUIVOS JOSÉ MELO\ARQUIVOS_MESTRADO_MDU_UFPE\DISSERTAÇÃO ATUALIZADA_20_11_13\FIGURAS DOS ÍNDICES\LAYOUT ESTUÁRIO CAPIBARIBE_EVI.jpg

 

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Logo, nos resultados ilustrados pela Figura 3, entende-se que a redução dos valores está comumente associada à melhor resposta obtida pelo solo, imagem de 10/07/1989, estando mais evidente, do que na de 17/03/2011. Deve-se ter em vista que a vegetação, nos períodos de baixa umidade encontra-se com pouca biomassa foliar. Logo, para uma melhor aferição do comportamento espectral do EVI em relação ao NDVI, nas áreas amostradas de mangue, faz-se uma correlação linear entre esses dois índices. Essa correlação objetiva analisar as variações negativas ou positivas, à medida que o NDVI varia, apresentando assim, uma melhor resposta por parte do EVI, o que proporciona uma resposta direta deste índice.

 

3.3 Explicação sobre parâmetros de vegetação em áreas urbanas

Os índices de vegetação foram essenciais na quantificação e qualificação das áreas do mosaico de paisagem apresentadas pelo estuário. Porém, o agrupamento das classes área urbana e solo exposto mostrou-se como obstáculo para a determinação da extensão do crescimento urbano, mesmo este podendo ser observado nas imagens, devido à composição da paisagem urbana que impossibilitou a divisão das referidas classes.

Desta forma, foi possível identificar que a área pesquisada apresentou diminuição, com relação à área total ocupada por vegetação densa, entre os anos de 1989e 2011. O mesmo ocorreu com a vegetação semidensa, diferentemente da vegetação esparsa ou exótica que, após retração no ano de 1991, iniciou sua expansão entre este ano e o de 2000, continuando com esse processo em 2011. Assim, a vegetação de mangue nos últimos 12 anos passou por esta ação contínua e progressiva de destruição do composto florístico.

Segundo Lacerda et al. (2006), em estudos realizados nos manguezais nordestinos, a grande amplitude das marés e o suave gradiente de altitude das bacias costeiras dos rios tornam seus estuários muito sensíveis a variações do nível do mar e a mudanças no fluxo fluvial, geralmente aumentando a intrusão salina no continente.

Silva et al. (2009), ao avaliar a evolução espaço-temporal com a utilização de imagens de satélites para analisar a presença de vegetação e do solo exposto na Microrregião de Itamaracá, observaram uma diminuição na área total ocupada pelo manguezal. Para isso, eles usaram o sensoriamento remoto e os índices de vegetação: NDVI, IAF e o SAVI, que permitiram aos autores à assimilação das principais feições encontradas na área de estudo, como: solo exposto, vegetação e carcinicultura. Tais resultados corroboram os apresentados neste estudo o que certifica a eficácia dos procedimentos metodológicos empregados.

Ao realizar análise temporal da vegetação de mangue no estuário de Barra das Jangadas, Silva et al. (2009) verificaram durante o período estudado (1974 a 2008) que a área ocupada por vegetação correspondeu a uma expansão de 34,27%, em sua distribuição, mas como o acelerado aumento dos processos de urbanização e industrialização, principalmente entre os anos de 1997 e 2008, esta sofreu redução do manguezal acarretando desequilíbrio no ecossistema da área pesquisada.

Brandão et al. (2009) estudando o complexo estuarino dos rios Beberibe e Capibaribe, entre as cidades do Recife e de Olinda, destacam que a área foi alvo de extensos aterros e obras viárias, principalmente na década de 1970 com a destruição da cobertura vegetal, que se recompôs entre os anos de 1974 e 2002, passando de 18.257,2 m² para 46.526,7 m² após a conclusão das obras de infraestrutura e diminuição dos impulsores negativos. No período estudado de 1989 a 2011, de acordo com as imagens analisadas, foi possível identificar o aumento expressivo da área urbana e do solo exposto nos bairros que configuram o centro do Recife.

Silva et al. (2009) ao analisarem o estuário e Barra das Jangadas, Jaboatão dos Guararapes – PE, por meio de checklist e fotografias aéreas, identificaram pontos de pressão antrópica decorrentes principalmente da expansão urbana e pressão imobiliária nos últimos 33 anos.

Segundo Noriega (2010), o elevado índice de densidade populacional ao longo dos sistemas estuarinos, representa um importante fator que pode influenciar a qualidade do corpo hídrico receptor, porque a maioria dos resíduos líquidos domésticos são despejados diretamente nos rios sem qualquer tratamento.

Outros trabalhos em manguezais pernambucanos confirmam o adensamento da vegetação de mangue nos estuários. Dentre esses, Barbosa (2010) observou que o bosque de mangue do Pina apresentou uma capacidade de recomposição natural, mesmo após a redução evidenciada no ano de 1991. Além disso, a autora afirma que, apesar do adensamento da vegetação, os mangues submetidos à grande incidência de tensores podem não alcançar o seu máximo desenvolvimento estrutural e que o aumento da recomposição natural dos indivíduos não significa, necessariamente, que estão sob condições adequadas de conservação.

Silva (2012) avaliou a vegetação de mangue, em onze zonas estuarinas de Pernambuco, que são: os estuários de Goiana, Canal de Santa Cruz, Timbó, Ipojuca, Maracaípe, rio Formoso e o de Barra das Jangadas. Estes estuários apresentaram adensamento da vegetação, o que diverge do presente estudo, no tocante à área investigada, que exibiu retração

Por fim, autores como Silva et al., (2015a) avaliaram a vegetação de mangue na área portuária de Suape-PE encontrando uma tendência de rápida recuperação do manguezal se o ambiente for separado dos tensores que contribuem para a degradação ambiental na área.

 

4.    CONCLUSÕES

Os problemas da zona estuarina do Capibaribe estão relacionados às perturbações antrópicas, causadas pelos processos de degradação socioambiental provocados, na maioria das vezes, pela ocupação desordenada do espaço urbano do Recife. Diante disso, pôde mensurar, através das imagens, que a degradação, até o ano de 2000, adentrou o interior do manguezal no estuário.

O mapeamento resultante das análises das imagens destacadas no estudo, das décadas 1989 a 2011, evidenciam que a degradação socioambiental na zona estuarina do Capibaribe estão causando uma desestruturação espacial, no tocante a ocupação do solo, provocadas pelos agentes e/ou tensores ambientais, além dos impactos ambientais sofridos pelo manguezal. Paralelamente aos problemas descritos, as instalações portuárias foram construídas em um complexo estuarino de grande importância ecológica, acarretando, assim, impactos ambientais no citado complexo estuarino.

Com base nisso, cabe ressaltar que, a ocupação irregular e desordenada do espaço das cidades desenvolve-se de maneira espontânea em função da necessidade de moradia, invadindo encostas, rios, estuários, lagos, dentre outros locais periféricos, muitas vezes sem condição do estabelecimento normal da vida humana. Ao longo dos tempos, este processo causou grandes distorções no meio ambiente urbano devido à ausência de infraestrutura, bem como de políticas públicas centradas na preservação, monitoramento e gerenciamento dos ecossistemas estuarinos.

Por fim, o trabalho utilizando técnicas de sensoriamento remoto possui potencial para auxiliar nos estudos ambientais e para a compreensão do processo histórico de organização e transformação do espaço, favorecendo as práticas pedagógicas interdisciplinares

 

REFERÊNCIAS

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