ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
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11/09/2017FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS EM ENTIDADE SÓCIO-EDUCATIVA POR MEIO DA REALIZAÇÃO DE OFICINA DE RECICLAGEM  
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FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS EM ENTIDADE SÓCIO-EDUCATIVA POR MEIO DA REALIZAÇÃO DE OFICINA DE RECICLAGEM

 

Daniela Macedo de Lima1, Leila Rodrigues de Godois2, Daniele Fernanda Zulian3, Amanda Pacheco Cardoso Moura4, Vanessa Padilha Salla4, Anelize Queiroz Amaral5

 

1Professora, Doutora,Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Câmpus Dois Vizinhos, Estrada para Boa Esperança, Km 4, Comunidade Sâo Cristóvão, Dois Vizinhos-PR, CEP 85660-000, danielamlima@utfpr.edu.br;2Engenheira Florestal, Cooperativa Agroindustrial (Coasul), Avenida General Osório, 920, São João-PR,CEP 85570-000, leila_itapejara@hotmail.com; 3Engenheira Florestal,Mestranda,Programa de Pós-graduação em Agronomia, UTFPR Câmpus Pato Branco, Via do Conhecimento, km 1, Bairro Fraron, Pato Branco-PR, CEP 85503-390, amandapmoura@gmail.com; vanessa_pad@hotmail.com; 4Engenheira Florestal,Mestranda, Programa de Pós-Graduação em Agronomia, Universidade do Estado de São Paulo Câmpus Ilha Solteira, Ilha Solteira-SP, Avenida Brasil, 56, Centro, CEP 15385-000, danizullian@gmail.com; 5Professora, Mestre, UTFPR Câmpus Dois Vizinhos, Estrada para Boa Esperança, Km 4, Comunidade Sâo Cristóvão, Dois Vizinhos-PR, CEP 85660-000, anelizeamaral@utfpr.edu.br.

 

RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo formar educadores ambientais por meio de realização de oficina de reciclagem como ferramenta para a conscientização de alunos de uma entidade socioeducativa do município de Dois Vizinhos-PR.A oficina proporcionou aquisição de conhecimentos, instigou a criatividade e despertou a mobilização sobre os problemas ambientais.

 

Palavras-chave:educação ambiental, lixo, reciclagem,oficina, educação não-formal

 

INTRODUÇÃO

Com o processo de industrialização, aumento da população urbana e incentivo ao consumo como características básicas da sociedade moderna, os problemas sociais, ambientais e de saúde pública se agravam. O lixo coletado na área urbana é transportado para o destino final e na maioria das vezes é lançado indiscriminadamente a céu aberto, sem qualquer tratamento, provocando poluição do solo, das águas e do ar (SIQUEIRA E MORAES, 2009).

A educação ambiental vem para reintegrar e/ou integrar o ser humano no complexo ecossistêmico em que está inserido. Porém, ao pensar desta maneira, necessita-se realizar algumas mudanças em relação a diferentes formas de pensar e agir individual e coletivamente (FERRARO, 2005).

O perfil do educador está relacionado com a busca de revitalizar suas práticas e realizar atividades de professor trabalhando com a educação ambiental na escola, associadas com atividades no campo da educação (AMÂNCIO, 2013).

A inclusão da educação ambiental em escolas e instituições sócio-educativas, auxiliará na construção de conhecimento, através da realidade em que se vive. Para isso é indispensável a criação de espaços de diálogos e discussões nas instituições de ensino, pois é de grande importância a formação de novos cidadãos (CAMPOS, 2006).

Outra forma de construir um saber é através de oficinas, que são alternativas de prática pedagógica, que possibilitam buscar uma análise da realidade e a troca de experiências (CANDAU E ZENAIDE, 1999).As oficinas de educação ambiental servem para despertar nos alunos a conscientização e mobilização sobre os problemas ambientais, alémde mostrar a eles a possibilidade de mudanças de atitudes socioambientais. Elas servem também como troca de experiências dos alunos com os oficineiros e vice-versa.

A realização de oficinas no mundo de hoje é de suma importância, pois todo ser humano produz lixo de alguma forma e não é em pouca quantidade, e segundo Andrade (2010), o Brasil produz em média 240.000 toneladas de lixo por dia, isto equivale a mais ou menos 800 gramas por pessoa por dia, sendo que apenas 45% são recicláveis e o restante destina-se a lixões, aterros, dentre outros.

Para DIAS (1992), mesmo o lixo sendo considerado um resíduo sólido em geral, muito deste material que é assim considerado pode ser reciclado ou mesmo reutilizado, desde que seja tratado adequadamente. Além destes materiais contribuírem para a geração de emprego e aumento da renda, a reciclagem dos mesmos proporciona uma redução da demanda de matéria-prima e energia, ajudando a contribuir também com a vida útil dos aterros sanitários.

Segundo VALLE (1995) reciclar o lixo significa refazer o ciclo, ou seja, permitindo que este volte á sua origem sob a forma de matéria-prima, como aqueles materiais que podem ser reutilizados novamente mantendo as suas características básicas.

Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo formar educadores ambientais por meio de realização de oficina de reciclagem como ferramenta para a conscientização de alunos em uma entidade socioeducativa do município de Dois Vizinhos-PR.

 

DESENVOLVIMENTO

 

O presente trabalho foi realizado na forma de uma oficina piloto de reciclagem para a formação de educadores ambientais na Casa da Paz, no município de Dois Vizinhos, região Sudoeste do Paraná.Esta é uma entidade socioeducativasem fins lucrativos que ampara diariamente cerca de cem crianças com vulnerabilidade social.

A atividade foi planejada e realizada nos meses de junho e julho de 2013, com um grupo de alunos do 8º período do Curso de Engenharia Florestal da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Dois Vizinhos (UTFPR-DV), e foi desenvolvida em grupo composto por 13 alunos com idade variando entre9e 10 anos.A oficina foi organizada em três diferentes etapas. A primeira consistiu a apresentação do grupo e a aplicação do primeiro questionário. A segundaetapaenglobouo desenvolvimento das atividades previstas, como a realização de dinâmica de grupo sobre a separação do lixo; apresentação de conteúdo teórico sobre o lixo, sua separação, reciclagem e as implicações no ambiente; repetição da dinâmica de grupo sobre separação de lixo após a a apresentação de conteúdo, incentivação sobre a preservação do meio ambiente e atividade de reaproveitamento do lixo para construção de novos objetos. E a terceirafoi caracterizada pela aplicação do segundo questionário e encerramento das atividades da oficina.

 

Primeira etapa

Realizou-se a apresentação do grupo constituído porProfessora e alunos do curso de Engenharia Florestal da UTFPR-DV, bem como de uma breve introdução sobre o assunto a ser trabalhado e diagnóstico do conhecimento do grupo.

Para a coleta dos dados iniciais do trabalho utilizou-se como ferramenta a pesquisa quantitativa com a aplicação de um questionário. O mesmo foi utilizado para levantamento prévio de conhecimentos do grupo, sendo composto por cinco questões.

 

Segunda etapa

Para a realização da dinâmica sobre separação de lixo utilizou-se seis caixas de papelão para a confecção das lixeiras, tesoura, grampeador, folhas A4, impressora, fita adesiva, 6 m de tecido TNT (Tecido não tecido) nas cores: azul, roxo, marrom, amarelo, verde e vermelho. Após a realização da coleta das seis caixas de papelão em supermercado do município, recortou-se os tecidos com o auxílio da tesoura, sendo 1 m² para cada cor. Os tecidos foram fixados nas caixas com auxílio de grampeador e foram impressas folhas A4 contendo a nomenclatura do resíduo para cada lixeira, as quais foram afixadas nas caixas com o uso da fita adesiva.

A dinâmica de grupo consistiu na separação do lixo pelos alunos, de acordo com as seis cores de lixeiras apresentadas inicialmente e respectivos resíduos acondicionados nelas. O lixo utilizado na dinâmica foi fornecido em parte pela própria instituição e o restante pelos autores da oficina, sendo constituído de papel, plástico, metal, isopor, vidro, baterias de celulares, pilhas e cascas de frutas. Estes materiais foram distribuídos aleatoriamente no chão e depois os alunos foram colocando nas lixeiras de acordo com o conhecimento de cada um, estando as lixeiras ainda sem identificação. Essa atividade foi realizada duas vezes para conferência dos erros e acertos. Outra dinâmica realizada com as caixas foi sobre suas nomenclaturas, onde os autores da oficina questionavam os alunos sobre a cor da lixeira para um determinado resíduo. Estas dinâmicas tiveram por objetivo proporcionar maior aprendizagem aos alunos, buscando passar aos mesmos um pouco de entendimento sobre a importância de separar e como separar os resíduos de acordo com as cores.

A atividade de construção de novos objetos com a reutilização de materiais recicláveis existentes no lixo teve o intuito de proporcionar a produção de brinquedos e peças artesanais que possam também agregar renda às famílias dos alunos. Nessa ocasião foram selecionados para construção binóculos e bolsinhas. Para os binóculos utilizaram-se rolos de papel higiênico, barbante, papel de presente, cola, tesoura e compasso. Foram necessários dois rolos de papel higiênico por aluno, os quais foram decorados com papel de presente, e para ajuste entre os dois rolos colocou-se papel amassado, para proporcionar a distância adequada dos olhos. Logo após foram colados um ao outro com cola e com o auxilio do compasso realizou-se dois orifícios nas laterais dos rolos a serem utilizados para passar o barbante, finalizando com nós nas extremidades para fixá-lo.

Para as bolsinhas foram utilizados tecido, botão, caneta, pinça, cola para tecido, tesoura, compasso, fita mimosa, palito, agulha, linha e embalagens longa vida (Figura 1A). Inicialmente recortaram-se com a tesoura as caixas longa vida de acordo com o formato desejado, neste caso recortou-se transversalmente toda a extremidade de cima (Figura 1B). Com o objetivo de deixar apenas um lado da embalagem inteira, recortou-se no sentido vertical cerca de 9 cm (Figura 1C), e depois realizou-se a retirada de três lados da caixa (Figura 1D e 1E). A embalagem foi modelada no formato de uma bolsa e em seguida realizou-se o corte dos tecidos de acordo com o tamanho da embalagem longa vida para o acabamento desta. Espalhou-se cola para tecido sobre a embalagem (Figura 1F e 1G) e fixou-se o tecido (Figura 1H e 1I), centralizou-se o botão no local desejado e com o auxilio de agulha e linha fixou-se este botão no centro da extremidade inferior da lateral da embalagem que não foi recortada (Figura 1J e 1K). Para que a bolsa pudesse ser fechada foram feitos dois orifícios com auxilio da ponta do compasso (Figura 1L), no local em que o botão toca a parte de baixo da embalagem e colocou-se um pedaço de fita mimosa, atravessando os dois orifícios com auxilio de pinça e palito (Figura 1M). Realizou-se dois nós nas extremidades da fita na parte de dentro da caixa para fixá-la na embalagem e por último foram feitos dois buracos com o compasso, um em cada lateral da caixa (Figura 1N) e em seguida fixou-se a fita mimosa nas laterais da embalagem de acordo com o comprimento desejado, para servir como alça da bolsa, dando um nó nas suas extremidades conforme procedimento adotado para fixação da fita na parte da frente da bolsa (Figura 1O), finalizando assim a confecçãodo produto (Figura 1P).

Enquanto o acabamento das bolsas era finalizado, jogos de memória foram aplicados aos alunos que haviam concluído a construção dos objetos. Os jogos de memória foram construídos com reaproveitamento de materiais, como embalagens longa vida e pastas de papel cartão utilizadas em eventos, cola, folhas A4, impressora, tesoura e régua. Primeiramente recortou-se com tesoura 60 quadrados de 4,0 cm², confeccionados a partir de 30 de pastas de eventos com dimensões de (Figura 2A) e 30 quadrados de embalagem longa vida com dimensões de 4,8 cm² (Figura 2B). Logo após realizou-se a impressão de imagens de lixeiras, resíduos e símbolos dos 3Rs da sustentabilidade (reduzir, reutilizar e reciclar) e de reciclar em folhas A4, as quais foram recortadas e coladas nos quadrados de embalagem longa vida e de papel cartão.


 

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Figura 1 -Passo a passo da confecção da bolsa de embalagem longa vida. A. Materiais utilizados; B. Corte da parte superior da embalagem; C. Medição da extensão a ser cortada; D. Corte de um dos lados que permanecerá; E. Corte dos três lados da embalagem; F-G. Distribuição da cola sobre a superfície da embalagem; H-I. Fixação do tecido; J. Centralização do botão; K. Fixação do botão com linha e agulha; L. Feitio de furos com o compasso para colocar a fita mimosa; M. Colocação da fita mimosa; N. Abertura de furos nas laterais da embalagem; O. Demonstração da alça e os nós nas extremidades e P. Bolsa finalizada.

 

Figura 2 -A. Jogo de memória confeccionado com pastas de eventos. B. Jogo de memória confeccionado com embalagens longa vida.

Fonte: GODOIS, (2013)

 

Terceira etapa

Antes do encerramento da oficina, utilizou-se como ferramenta a pesquisa quantitativa com a aplicação de um segundo questionário. O mesmo foi utilizado para levantamento de dados finais sobre os conhecimentos adquiridos pelo grupo, sendo este composto por seisquestões.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

Primeira etapa

Em relação ao questionário aplicado no início da oficina, para levantamento dos conhecimentos pré-existentes no grupo, foram obtidos os resultados a seguir.Na primeira pergunta questionou-se o destino do lixo produzido na residência de cada um dos entrevistados. Dos participantes, 38,46% responderam que o lixo era levado para um lixão, 30,77% para o caminhão de lixo, 7,69% para o lixo e também para a lixeira, enquanto 15,38% não sabia para onde era destinado o lixo de sua casa (Figura 3). No Estado do Paraná coleta-se cerca de 7.543 toneladas de lixo/dia, destas 2.901,9 toneladas destinam-se aos vazadouros a céu aberto ou lixões (IBGE, 2000). Os resultados obtidos podem ser explicados pelo fato do município de Dois Vizinhos não possuir um aterro sanitário para destinação final de resíduos, pela falta de informação em relação ao destino final do seu lixo e principalmente pela carência em conhecimentos sobre coleta seletiva, reciclagem e reaproveitamento, devido ao número reduzido de projetos relacionados à educação ambiental nas escolas. É importante salientar que quando falamos em resíduos, é necessário compreender que tirá-los do alcance dos nossos olhos não é suficiente, pois diversas pessoas estarão sofrendo as consequências de ter esses resíduos nas proximidades de sua residência, e possivelmente, seja a classe social menos favorecida. Assim sendo, esclarecemos que para o exercício desta prática, haverá necessidade de romper certas atitudes, unindo a Educação Ambiental nas suas dimensões: políticas, econômicas, éticas e culturais (CARNIATTO; AMARAL; VALDAMERI, 2011).

Figura 3 - Destino do lixo produzido na residência dos entrevistados.

 

Em relação à segunda questão indagou-se sobre o conhecimento dos alunos a respeito da separação correta do lixo. Verificou-se que 61,54% afirmaram separar o lixo corretamente e 38,46% não sabiam separá-lo (Figura 4). A maioria dos alunos afirmou saber separar o lixo corretamente, resultado esse que não expressou a realidade, uma vez que na questão cinco a maioria não sabia relacionar as cores das lixeiras, uma vez que apenas um aluno conseguiu relacionar todas corretamente. A reciclagem do lixo é uma das mais importantes atitudes do ser humano para preservação do meio ambiente, esta e várias outras atitudes fazem toda a diferença (RIBEIRO, 2012), como a preservação e reconstituição de matas ciliares, redução de resíduos eliminados em cursos d’água, etc.

Figura 4 - Conhecimento sobre a separação correta do lixo.

 

Na terceira pergunta o objetivo era saber se os alunos já tinham construído algum material com lixo reciclável. Do grupo, 53,85% responderam negativamente e 46,15% positivamente (Figura 5). Estes resultados salientaram o desconhecimento dos alunos em relação às possibilidades de reaproveitamento e reutilização de materiais que são descartados, uma vez que a minoria dos alunos já havia construído algum material com lixo reciclável. Sendo assim, é importante ressaltar, que quase tudo que é desperdiçado, na maioria das vezes são materiais que podem ser reciclados ou reaproveitados (JACOBI et al., 2002).Além disso, percebe-se a necessidade da inserção da educação ambiental nas escolas, como tema transversal ou no desenvolvimento de projetos relacionados a esse tema, para fornecer conhecimentos que forneçam maior embasamento teórico e prático às crianças e jovens.

Figura 5 - Construção de novos objetos com lixo reciclável.

 

A quarta pergunta referia-se ao conhecimento dos alunos em selecionar os materiais recicláveis em uma lista sugerida (lata de alumínio, papel, isopor, vidro, lixo sanitário, guardanapos usados, óleo de cozinha, fraldas descartáveis, pilhas e baterias). Por meio da análise isolada de cada material considerado pelo grupo como reciclável, constatou-se que 84,62% assinalaram o isopor, 76,92% consideraram tanto as latas de alumínio quanto o papel como materiais recicláveis, 69,23% marcaram o guardanapo usado, 61,54% o óleo usado, 53,85% vidro e pilhas e baterias, 38,46% o lixo sanitário e 36,46% as fraldas descartáveis. (Figura 6).

Figura 6 - Materiais considerados recicláveis.

 

Foi possível perceber que a maioria dos alunos (84,62%) consideraram que isopor é reciclável, o que é de grande importância, pois eles já possuem conhecimentos sobre as possibilidades de gerar outros produtos a partir desse material, como tijolos porosos, substratos para solo, material auxiliar para compostagem, entre outros (REBOUÇAS, 2013).

Também verificou-se que 76,92% reconheceram a lata de alumínio e o papel como recicláveis, por serem materiais mais conhecidos, foram reconhecidos pela maioria dos entrevistados.O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial em reciclagem de latas de alumínio nos últimos anos. Em 2006 reaproveitou 94,4% do alumínio consumido para as indústrias, sendo a principal vantagem da reciclagem do alumínio a economia de energia, pois o processo gasta em média 700 Kw/hora ao ano, isto equivale a menos de 5% da energia gasta no processo de elaboração primária do alumínio (GROTE E SILVEIRA, 2010).

O lixo sanitário bem como os guardanapos usados foram consideradoscomo materiais recicláveis por 53,85% e 38,46% dos alunos, respectivamente. Esses percentuais foram considerados elevados e podem estar associados a uma confusão ou falta de informação sobre o assunto ou ainda ao fato de serem constituídos por papel, uma vez que estes não são passíveis de reciclagem (ALENCAR, 2005). Situação semelhante à do lixo sanitário e dos guardanapos ocorreu com as fraldas descartáveis, onde uma parte considerável dos alunos afirmou que estas são materiais recicláveis, informação essa considerada incorreta. Um material é considerado reciclável quando é passível de transformação humana e pode ser utilizado para formação de um novo produto (CINQUETTI, 2004).

O óleo usado também obteve um percentual elevado (61,54%), demonstrando que a maioria dos alunos possuiam o conhecimento correto de que o resíduo pode ser reutilizado.Sabe-se que um litro de óleo jogado no meio ambiente contamina cerca de um milhão de litros de água, e os ambientalistas apontam que não existe um modelo de descarte ideal do óleo usado, mas sim, alternativas de reaproveitamento para a fabricação de biodiesel, sabão, entre outros (AMBIENTE, 2013).

Também consideraram pilhas e baterias como materiais recicláveis, não sabendo a maioria, que os últimos são materiais tóxicos e com alto potencial de contaminação no ambiente.Há uma propagação enorme de aparelhos eletroeletrônicos portáteis e isso aumentou muito a demanda por pilhas e baterias. Diante do fato de que algumas delas disponíveis no mercado usam materiais tóxicos, o Brasil preocupou-se com os riscos que estes sistemas apresentam à saúde humana e ao meio ambiente. O CONAMA disciplinou o descarte adequado, no que diz respeito à coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final. Diante desses resultados, constatou-se que muitos alunos se confundiram na hora de classificar os materiais recicláveis e não recicláveis.

Já a quinta questão solicitava a relação entre a cor de cada lixeira e seu resíduo correspondente, sendo os resultados obtidos também analisados isoladamente. Do grupo, 30,77% relacionaram a lixeira marrom com os resíduos orgânicos e também a lixeira amarela com o metal, 38,46% a lixeira azul com o papel, 15,38% a lixeira vermelha com o plástico e a lixeira verde com vidro e 23,08% a lixeira roxa com resíduos tóxicos. (Figura 7).

Figura 7 - Relação entre cor de lixeira e resíduo acondicionado.

 

Percebeu-se que apenas um aluno relacionou todos os itens corretamente, sendo que o maior número de acertos ocorreu com a cor de lixeira azul e seu respectivo resíduo, o papel, sendo seguido pela cor marrom do resíduo orgânico e amarela do resíduo metal, e pela cor roxa de resíduo tóxico. Já o menor número de acertos ocorreu com a cor de lixeira vermelha do resíduo plástico e com a verde do resíduo vidro.

Verificou-se novamente a falta de informação dos alunos quanto à correta separação do lixo. Este fato está associado à falta de lixeiras que proporcionem a separação correta dos resíduos na escola e provavelmente em suas próprias casas. As atividades de educação ambiental dentro da escola proporcionam aumento na qualidade da educação básica e provavelmente mudariam cenários como este (MACHADO, 2008).

 

Segunda etapa

A partir da realização da oficina de reciclagem foi possível levantar os conhecimentos do grupo de alunos sobre alguns dos assuntos abordados pelos educadores ambientais, como meio ambiente, lixo e reciclagem.

A dinâmica de grupo realizada consistiu na separação do lixo pelos alunos, de acordo com as seis cores das lixeiras apresentadas e seus respectivos resíduos acondicionados nelas. Utilizou-se tipos de lixo do cotidiano dos alunos para melhor entendimento, estes materiais foram distribuídos aleatoriamente no chão e depois os alunos foram organizados em grupo, e um grupo por vez foi colocando os resíduos nas lixeiras de acordo com o conhecimento de cada um, estando às lixeiras ainda sem identificação.

Após a separação do lixo nas diferentes lixeiras foi comentado com o grupo sobre os materiais que tinham sido separados corretamente ou não. Essa atividade foi realizada duas vezes para conferência dos erros e acertos e para proporcionar maior aprendizagem. Percebeu-se que no inicio a maioria dos alunos não sabia separar os resíduos de acordo com as cores das lixeiras, mas percebeu-se que com a repetição da dinâmica os alunos conseguiram memorizar e aprender a separar os resíduos adequadamente.

A outra dinâmica realizada foi relacionada apenas à nomenclatura das lixeiras, na qual os oficineiros retiraram as folhas A4 que continham o nome dos resíduos nas lixeiras, trocaram a sequência das lixeiras e começaram a questionar os grupos com relação à cor e nomenclatura correta de cada uma. Essa dinâmica foi repetida duas vezes, pois na primeira poucos grupos acertaram, mas após a repetição a maioria acertou a cor e seu respectivo resíduo (Figura 8).

 

Figura 8 -Lixeiras e seus respectivos tipos de lixo.

Fonte: LIMA (2013)

 

Buscou-se resgatar e repassar as responsabilidades desses alunos com o meio ambiente já que são cidadãos em formação, e que a problemática do lixo não termina simplesmente quando ele é colocado para fora de casa, muito pelo contrário, nesse momento é que começam os problemas. Desse modo, demonstrou-se a eles a importância de descartar separadamente e adequadamente os lixos de acordo com as cores das lixeiras.

Muitos alunos não tinham o conhecimento de que as pilhas e baterias eram materiais tóxicos, muitos as classificavam como metal colocando-as na lixeira amarela ao invés da lixeira roxa, específica para material tóxico. Outro material foi a embalagem longa vida muitos colocavam na lixeira de papel e não tinham o conhecimento que a parte interna era metal e que o correto é separar essa camadada parte externa constituída de papel.

Como exemplos de reutilização de material reciclável foram confeccionados binóculos com rolos de papel higiênico para os meninos (Figura 9) e bolsas de embalagem longa vida para as meninas (Figura 10).

 

Figura 9-Confecção de binóculos de rolos de papel higiênico para os meninos. A. Materiais necessários; B. Revestimento dos rolos com papel de presente e C. Binóculo finalizado.

Fonte: LIMA (2013)

 

Figura 10- Confecção de bolsinhas de embalagemlonga vida para as meninas.

Fonte: LIMA (2013)

 

Para ambos os objetos houve uma boa aceitação dos alunos, todos gostaram da ideia de reaproveitar de alguma forma os resíduos que poderiam estar indo para o lixo. Os alunos sugeriram que outras oficinas fossem organizadas para confecção de outros objetos mostrados nesse dia e acrescentaram ainda que iriam fazer em casa o que aprenderam na oficina para vender ou presentear as mães e irmãs.

Para familiarizar os alunos com as cores das lixeiras e seus respectivos resíduos, disponibilizou-se jogos de memória com impressões de lixeiras, fixadas em quadradinhos de embalagem longa vida e pastas de papel cartão, incentivando-os a participar e a obter um maior entendimento sobre a preservação do meio ambiente (Figura 11). Esse jogo teve por objetivo auxiliar os alunos a memorizar e fixar os conceitos trabalhados durante a realização da oficina.

 

Figura 11- Alunos utilizando o Jogo de memória

Fonte: LIMA (2013)

Durante a aplicação dos jogos de memória alguns dos alunos comentaram que não sabiam que era possível construir em casa este tipo de jogo, achavam que só poderiam obtê-los por meio de compra em lojas. Eles gostaram muito da idéia de eles mesmos criarem jogos diferentes e comentaram que iriam fazer novos em casa.

A idéia de reutilizar despertou nos alunos a opção de criar novos objetos a partir de materiais reutilizáveis/recicláveis que estariam sendo jogados no lixo, além da opção de renda, pois muitos falaram que iriam fazer em casa para vender para os vizinhos.

           

Terceira etapa

Quanto ao questionáriosegundo questionário, a aplicação foi feita ao término da oficina, para saber o nível de aprendizagem dos alunos e relação aos assuntos trabalhados.

A primeira pergunta questionou se o aluno reaproveitava o lixo reciclável em geral (garrafa pet, potes de margarina, caixa de leite, rolo de papel higiênico, etc.). Do grupo, 84,62% responderam que reaproveitavam o lixo reciclável em geral e 15,38% responderam que não faziam o reaproveitamento. (Figura 12). Constatou-se que os alunos reaproveitavam o lixo reciclável em geral, pois muitos dos materiais citados poderiam ser utilizados como utensílios domésticos na própria residência, como a utilização de potes de margarina para armazenamento de alimentos e as garrafas PET para armazenamento de água.

Figura 12 - Reaproveitamento do lixo reciclável em geral.

 

Já a segunda questão indagou se os alunos concordavam com a importância de separar o lixo e dar fins a ele corretamente. Todos os entrevistados (100%) responderam à essa questão positivamente, concordando que é importante separar o lixo e destinar corretamente, isto devido as informações repassadas a eles durante a realização da oficina sobre a importância da separação do lixo para facilitar a coleta seletiva, preservar o meio ambiente, reduzir gastos com energia elétrica, diminuir a exploração de recursos naturais renováveis e não-renováveis.

Na terceira questão perguntou-se aos alunos quanto ao costume de separar o lixo em casa. Dos participantes, 53,85% não separavam o lixo em casa, 38,46% separavam e 7,69% não responderam à questão (Figura 13).A elevada porcentagem de participantes que não realizavam a separação do lixopode ser explicada pela falta de campanhas constantes de incentivo à separação do lixo no município, nas escolas e demais instituições ligadas ao ensino formal e não-formal. Embora exista a coleta seletiva no município de Dois Vizinhos, boa parte da população não realiza a separação por desconhecimento da importância, comodidade ou por falta de interesse em contribuir como ações relacionadas à preservação ambiental. Além disso, reforça-se mais uma vez a necessidade da realização de projetos de educação ambiental no ambiente escolar, para a formação de cidadãos informados e críticos em relação às questões ambientais.

 

Figura 13 - Hábito de separação de lixo domiciliar.

 

A quarta pergunta questionou a necessidade de ter lixeiras adequadas para melhor separaração do lixo na Casa da Paz. Dos participantes, 92,31% consideraram que há necessidade de lixeiras, enquanto 7,69% dos alunos afirmaram que não há (Figura 14). A maior parte dos alunos relataram a importância da presença de lixeiras para a realização da separação adequada, pois estas são encontradas em pequeno número e a instituição não possui lixeiras para cada tipo de resíduo produzido a partir de suas atividades. Assim sendo, fica evidente a necessidade de atividades voltadas à Educação Ambiental nessa entidade sócio-educativa, já que os próprios alunos tem essa percepção.

Figura 14 - Necessidade de lixeiras para melhor separação de lixo na Casa da Paz.

 

De acordo com a análise isolada de cada material, percebeu-se, na quinta questão, que 84,62% relacionaram a cor roxa de lixeira com os resíduos tóxicos, 76,92% a cor marrom com resíduos orgânicos e a cor azul com o papel, 69,23% a cor amarela com o metal, 61,54% a cor verde com o vidro e 53,85% a cor vermelha com o plástico (Figura 15). A quinta pergunta repetiu-se neste questionário para fortalecer e fixar a aprendizagem dos alunos com relação as cores das lixeiras e seus correspondentes resíduos, e ao final da oficina verificou-se um maior número de acertos em relação ao questionário realizado no início da oficina para todas as lixeiras e resíduos correspondentes, destacando-se a lixeira roxa, de resíduos tóxicos. A maioria dos alunos entrevistados no segundo questionário acertaram de 53,85% a 84,62% para cada item, e no questionário prévio nemnhum item chegou aos 40,00% de acerto. Esses resultados demonstraram que os conhecimentos repassados pela equipe de oficineiros do curso de Engenharia Florestal foram fixados pelos participantes e que a metodologia utilizada durante a realização da oficina, incluindo as atividades de fixação das cores, gincanas, jogo da memória e diálogo, foi adequada para atingir os objetivos,promovendo mudanças atitudinais e procedimentais em relação ao meio ambiente

Figura 15 - Separação do lixo de acordo com a cor das lixeiras.

 

Na sexta pergunta solicitou-se que os alunos atribuíssem uma nota para avaliação da oficina realizada. Dos alunos, 61,54% avaliaram a oficina com notas de 9 a 10 e 38,46% não responderam (Figura 16). As notas de 9 a 10 atribuídas à oficina de formação de educadores ambientais desenvolvida na entidade sócio-educativa Casa da Paz, tornaram possível constatar a boa aceitação das atividades pela maioria dos alunos.

 

Figura 16- Avaliação da oficina realizada.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Constatou-se que a aprendizagem dos alunos pode ocorrer por meio da realização de oficinas de educação ambiental, promovendo mudanças atitudinais e procedimentais em relação ao meio ambiente.

O aproveitamento da oficina foi excelente, pois os alunos gostaram muito do tema por ser um assunto não tratado cotidianamente nas aulas, principalmente a construção de novos objetos com materiais que poderiam estar indo para o lixo, como a bolsinha de embalagem longa vida, binóculos de rolos de papel higiênico e os jogos de memória de embalagem longa vida e papel cartão de pastas de eventos. Também foi muito trabalhada a parte de responsabilidade desses alunos com o meio ambiente, uma vez que são cidadãos e que a problemática do lixo não termina simplesmente quando ele é colocado para fora de casa, muito pelo contrário, pois é a partir desse momento que os problemas relacionados ao ambiente começam a ocorrer.

Os alunos adquiriram conhecimentos quanto à separação adequada dos resíduos de acordo com as cores das lixeiras, aprenderam a construir novos objetos com os resíduos gerados em casa, bem como reconheceram a importância desse processo para a preservação ambiental.

A oficina de reciclagem realizada teve uma boa aceitação pelo grupo e percebeu-se que o objetivo foi atingido, pois a maioria adquiriu conhecimentos sobre reciclagem, reutilização de resíduos, preservação do meio ambiente e suas problemáticas.

A oficina de educação ambiental possibilitou a troca de experiências entre os oficineiros e o grupo, instigou a criatividade dos alunos para a construção de objetos que podem complementar a renda familiar, serviu para despertar a conscientização e mobilização sobre os problemas ambientais, bem como lhes mostrou a possibilidade de mudanças de atitudes socioambientais.

É extremamente importante estimulare incentivar crianças e jovens a entender o ambiente, suas relações com a atividade humana e as problemáticas socioambientais ao seu redor, dando-lhes a oportunidade plena de estar antenado com o mundo em que se vive e contribuir para a redução dos problemas ambientais ao seu redor,o que se torna possível a partir do momento em que eles são levados a questionar a realidade que os cerca.

A extensão atua de maneira eficaz como meio de repasse de conhecimentos do meio acadêmico para a comunidade, contribuindo diretamente para a formação de educadores ambientais e de profissionais capacitados para trabalhar com projetos de educação ambiental.

 

REFERÊNCIAS

 

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