ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
Números anteriores 
Início      Cadastre-se!      Procurar      Submeter artigo      Fazer doação      Contato     Apresentação     I Prêmio Educação Ambiental em Ação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Para sensibilizar     Dinâmicas e recursos pedagógicos     Entrevistas     Saber do Fazer     Culinária     Arte e ambiente     Sugestões bibliográficas     Educação     Contribuições de Convidados/as     Folclore     Práticas de Educação Ambiental     Sementes     Educação e temas emergentes     Ações e projetos inspiradores     Logística Reversa     Gestão Ambiental     Cidadania Ambiental     Relatos de Experiências     Notícias
Artigos

11/09/2017PERCEPÇÃO AMBIENTAL EM ESTUDANTES DE UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE MANAUS, AMAZONAS, BRASIL  
Link permanente: http://revistaea.org/artigo.php?idartigo=2906 
" data-layout="standard" data-action="like" data-show-faces="true" data-share="true">

PERCEPÇÃO AMBIENTAL EM ESTUDANTES DE UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE MANAUS, AMAZONAS, BRASIL

Environmental perception of students attending a public school in the city of manaus, amazonas, brazil

Gelcimara de Lima Nobre1

Augusto Fachín Terán2

1 Mestranda do Programa de Pós Graduação em Educação em Ensino de Ciências na Amazônia (PPGEEC), pela Universidade do Estado do Amazonas. Bolsista da FAPEAM. Manaus, Amazonas, Brasil. E-mail: gelcimara_nobre@hotmail.com

2 Doutor em Ecologia. Professor do Curso de Pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Líder do GEPENCEF. Manaus, Amazonas, Brasil. E-mail: fachinteran@yahoo.com.br.

RESUMO

A percepção ambiental no âmbito da educação escolar pode ser definida como o ensino da relação dos indivíduos com a natureza, ou seja, o ato de perceber o ambiente em que se está inserido, aprendendo a proteger e a cuidar do mesmo. Este é um processo participativo que envolve fatores sensoriais, subjetivos, valores sociais, culturais e atitudes ambientais. O objetivo desta pesquisa foi analisar a percepção ambiental dos estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental I, de uma escola Estadual de Tempo Integral da rede pública de Manaus – AM. Os participantes da pesquisa foram 60 estudantes, com faixa etária entre 10 a 12 anos. Foi realizada pesquisa de campo, com uso do método da observação participante, buscando identificar quais são as atividades pedagógicas em Educação Ambiental que a escola propõe. Na coleta de dados, também foi aplicado um questionário. Quanto à percepção ambiental dos estudantes foi possível perceber que os mesmos, possuem um conhecimento prévio sobre os principais problemas ambientais, porém, as questões sociais decorrentes destes problemas não são percebidas pela maioria. Propomos o desenvolvimento de um trabalho pedagógico que busque não apenas o entendimento do que o indivíduo percebe, mas que a percepção ambiental como proposta pedagógica promova a sensibilização e uma melhor compreensão do meio ambiente e suas relações socioambientais.

Palavras-Chave: Percepção ambiental, Educação ambiental, Problemas ambientais.

ABSTRACT

Environmental perception in the context of school education can be defined as the teaching of the relation of individuals to nature, that is, the act of perceiving the environment in which it belongs, learning to protect and care for it. This is a participatory process involving sensory and subjective factors, social and cultural values, and environmental attitudes. The objective of this research was to analyze the environmental perception of fifth graders attending a public all-day school in the city of Manaus. 60 students aged between 10 and 12 years participated in this research. Field research was carried out through the participant observation method, seeking to identify which are the pedagogical activities in Environmental Education proposed by the school. In the data collection, a questionnaire was also applied. Regarding the environmental perception of the students, it was possible to perceive that they have a previous knowledge about the main environmental problems, however, the social issues arising from these problems are not perceived by the majority. We propose the development of a pedagogical work that seeks not only the understanding of what the individual perceives but also that the environmental perception as a pedagogical proposal, promoting awareness, and a better understanding of the environment and its social and environmental relations.

Keywords: Environmental perception, Environmental education, Environmental issues.

 

Introdução

Historicamente nossa relação com a natureza tem mudado, e o homem parece não entender qual é o seu papel com o ambiente e com as outras espécies, resultando em crises socioambientais que levaram ao crescimento desordenado das cidades, falta de infraestrutura, saneamento básico, favelização, e outros problemas que assolam a vida urbana. Para uma mudança de comportamento com respeito aos recursos naturais, é necessário realizar análises, discussões e reflexões que visem compreender melhor as relações entre o homem e a natureza, e entender como o indivíduo percebe o ambiente, promovendo uma sensibilização que resultará em valores e atitudes mais responsáveis. Neste contexto, o estudo da percepção ambiental representa o primeiro passo para entender a relação dos indivíduos com a natureza, pois, segundo Madeira et al. (2009, p.21) a grande maioria da população não consegue perceber a estreita correlação do meio ambiente com o seu cotidiano.

O trabalho pedagógico em Educação Ambiental é muito bem aceito no âmbito escolar e busca despertar o interesse sobre as questões ambientais dos futuros cidadãos, para torná-los agentes multiplicadores desse conhecimento, os quais futuramente poderão atuar na tomada de decisões sobre questões ambientais na sociedade. As práticas pedagógicas em Educação Ambiental estão passíveis a problematizações, pois, em tempos onde o individualismo prevalece sobre a coletividade, a competição é mais valorizada que a colaboração, nesse sentido a proposta da Educação Ambiental significa infringir com a lógica que sustenta a dinâmica social atual.

O objetivo desta pesquisa foi fazer uma análise da percepção ambiental com estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental I, para responder as seguintes questões: Qual é a percepção dos estudantes em relação às principais temáticas que fazem parte do contexto geral no ensino que ocorre na escola? Podemos pensar a percepção ambiental como uma proposta pedagógica?

Procedimentos Metodológicos

O trabalho foi realizado em uma Escola Estadual de Tempo Integral na cidade de Manaus – AM. Os participantes foram 60 estudantes, com faixa etária entre 10 a 12 anos, que compõem duas turmas do 5° ano do Ensino Fundamental I.

Foi realizada pesquisa de campo, com o uso do método da observação participante, buscando identificar quais são as atividades pedagógicas em Educação Ambiental que a escola propõe e como os professores desenvolvem essas atividades, e como os estudantes se expressam mediante as atividades propostas.

Nossa abordagem foi qualitativa, pois a análise busca compreender a opinião e comportamento dos sujeitos em relação às principais questões ambientais abordadas. Utilizou-se o questionário, que Segundo Lakatos e Marconi (2007, p. 111) o “questionário é constituído por uma série de perguntas que devem ser respondidas por escrito”. Este instrumento foi composto por oito questões com opções objetivas que teve o intuito de registrar os conhecimentos prévios sobre a percepção ambiental em relação às principais questões ambientais desenvolvidas na escola. Os estudantes foram orientados a marcar mais de uma resposta.

Resultados e Discussão

Tendo em vista a amplitude das questões que englobam a Educação Ambiental, a escolha dos temas justificam-se como as principais temáticas que fazem parte do contexto geral no ensino que ocorre na escola, dando assim, um maior sentido na análise da percepção dos estudantes.

A primeira questão buscou registrar a percepção e o conhecimento dos estudantes sobre o que eles consideram como um problema ambiental. A maioria considerou problemas físicos, como a poluição (96,7%) e o aquecimento global (45%) como problemas ambientais (Tabela 1). De acordo com Dias (2000, p. 92) “ao tratar de qualquer problema ambiental, deve-se considerar todas as dimensões, tais como as dimensões sociais, políticas, econômicas, culturais, ecológicas e éticas”. As pichações, violência e a pobreza pouco foram sinalizadas, mostrando que a dimensão social passa despercebida na percepção dos estudantes.

Tabela 1: Porcentagem relativa sobre o que os estudantes (N=60) consideram como um problema ambiental.

PROBLEMA

N

%

Poluição

58

96,7

Aquecimento Global

27

45,0

Pichações

15

25,0

Violência

14

23,3

Pobreza

01

1,7

Na segunda questão a intenção foi analisar os conhecimentos dos estudantes sobre as problemáticas que podem levar a escassez de água no planeta. As questões que mais se destacaram foram: má utilização da água (75%), poluição dos rios (63,33%) e o esgoto jogado nos rios (41,7%) (Tabela 2).

Segundo Pena (2016, p. 1) “para entender a questão da escassez de água no Brasil, é preciso primeiro entender algumas questões geográficas concernentes ao território nacional”. Percebe-se, portanto, que o desenvolvimento desse conceito abrange as questões que estão ligadas diretamente com o que pode levar a escassez de água, como a poluição dos rios e a má utilização da água, podendo ser desenvolvidas as outras problemáticas por meio da interdisciplinaridade, por exemplo, no currículo de Geografia, Ciências Naturais, entre outras disciplinas.

Tabela 2: Porcentagem relativa sobre as problemáticas que os estudantes (N=60) consideram que podem levar à escassez de água no planeta.

FATOR

N

%

Má utilização da água

45

75,0

Poluição dos rios

38

63,3

Esgoto jogado nos rios

25

41,7

Indústrias sem tratamento

12

20,0

Não sabem

02

3,3

Na terceira questão, o objetivo foi analisar a percepção dos estudantes sobre os fatores que causam o aquecimento global. Foram destaque, as queimadas (76,7%) e o aumento do efeito estufa (58,3%), seguidos da poluição do ar (48,3%) (Tabela 3). Percebe-se um conhecimento confuso e uma percepção genérica dos estudantes em relacionar as principais causas do aquecimento global, mesmo estes já estando no 5º ano do Ensino Fundamental. Do ponto de vista da percepção ambiental, esse conhecimento genérico demonstra que estes sujeitos realizaram determinado estudo sobre o tema, porém, não houve um despertar da sensibilidade ambiental nos sujeitos.

Segundo Barros (2013, p. 181) “Mudanças climáticas globais possuem dimensões psicológicas atreladas e que devem ser investigadas, não só sob o olhar das consequências destas para a vida humana, mas também no entendimento do que podemos fazer a respeito”. Para que a Educação Ambiental gere bons resultados para a sociedade, é necessário o desenvolvimento de práticas pedagógicas que além de esclarecer os conceitos sobre as causas e consequências, desenvolvam também a percepção dos estudantes para atitudes responsáveis.

Tabela 3: Porcentagem relativa sobre a percepção dos estudantes (N=60) em relação aos fatores que causam o aquecimento global.

FATOR

N

%

Queimadas

46

76,7

Aumento do efeito estufa

35

58,3

Poluição do ar

29

48,3

Emissão de gases fósseis

21

35,0

Desmatamento

17

28,3

Em relação ao que origina a poluição dos rios, alcançaram maior destaque, a falta de conscientização (75%), o lixo doméstico (71%) e o lixo industrial (65%) (Tabela 4). Observa-se que as questões sociais como a miséria e as invasões pouco foram percebidas pelos estudantes, sendo que estes problemas, consequentemente, originam a poluição dos rios. Do ponto de vista da percepção ambiental, os aspectos não destacados demonstram que os fatores sociais que causam insatisfação nas pessoas não são relacionados com os problemas ambientais que a miséria e as invasões geram.

As questões sociais apresentadas neste item poderiam ser desenvolvidas em sincronia com as problemáticas do lixo em geral e a falta de consciência, tendo em vista o contexto social da maioria dos estudantes que residem em áreas faveladas de Manaus e com igarapés poluídos. Ao tratar sobre a questão do lixo associado à falta de consciência, o trabalho pedagógico em Educação Ambiental, deve preocupar-se com a relação socioambiental dos indivíduos, conforme a opinião de Gadotti (2008, p. 6) quando diz que,

para salvar o planeta, precisamos de uma relação mais sustentável com a natureza: ao invés de nos considerarmos os “donos” da terra, devemos nos considerar como parte dela. Ao lado de mudanças como a produção de veículos não poluentes, economia de água, deixar de usar plásticos descartáveis, etc., precisamos mudar o padrão de consumo; devemos mudar também os hábitos atuais de consumo para reduzir o desperdício e o consumo irresponsável.

Nesta perspectiva, a percepção ambiental desenvolvidas nas práticas pedagógicas em Educação Ambiental, promovem maior sensibilização, fazendo o sujeito sentir-se parte integrante da natureza e não superior a ela.

Tabela 4: Porcentagem relativa sobre a percepção dos estudantes (N=60) em relação à origem da poluição dos rios.

FATOR

N

%

Lixo doméstico

43

71,7

Falta de conscientização

45

75,0

Lixo industrial

39

65,0

Invasões

09

15,0

Miséria

03

5,0

Na quinta questão, os estudantes responderam sobre quais fatores poderiam levar à extinção de uma espécie. A caça para comercialização e o desmatamento, foram os mais mencionados (Tabela 5). Tendo em vista que a extinção das espécies está diretamente relacionada à destruição do habitat natural, causados, principalmente pelas atividades humanas, “este fator é considerado a maior ameaça para a biodiversidade, a qual sofre uma redução árdua, principalmente pelo aumento da população, consumo dos recursos naturais e atividades agrícolas” (MORRIS, 1990, p. 9).

Percebe-se, portanto a importância de relacionar estes conceitos com as questões sociais do cotidiano dos estudantes, para que se tenha um entendimento mais amplo das problemáticas ambientais que nos rodeiam. A temática da extinção de espécies é uma problemática com possibilidade de ser desenvolvida, em Espaços Não Formais como parques, reservas, zoológicos e até mesmo no entorno da escola, e deve ser realizada interdisciplinarmente.

Tabela 5: Porcentagem relativa sobre a percepção dos estudantes (N=60) em relação aos fatores que poderiam levar à extinção de uma espécie.

Fator

N

%

Caça para comercialização

45

75,0

Desmatamento

45

75,0

Comercialização de madeira não autorizada

24

40,0

Mau uso dos recursos naturais

23

38,3

Não sabem

03

5,0

A sexta questão indagou sobre, quais as consequências do desmatamento no entendimento dos estudantes para o planeta. As respostas em destaque foram: perda da biodiversidade (80%), mudanças climáticas (68,3%) e a degradação do solo (65%) (Tabela 6). Na erosão (43,3%), os estudantes não demonstraram clareza quanto a este conceito, demonstrando que não é de conhecimento pelo menos da maioria.

A vida cotidiana das sociedades tem gerado impactos ecológicos que interferem na qualidade de vida das pessoas e que geram discussões sobre os modelos de desenvolvimento socioeconômicos aderidos até hoje. Portanto, desenvolver práticas pedagógicas que relacione sócio interações do homem com o desmatamento é de extrema importância, tendo em vista que,

o desmatamento é um sério problema, pois contribui para a extinção de várias espécies de animais e plantas, contribuindo também para o empobrecimento da área devastada. Com a devastação das florestas o homem acaba interferindo no ciclo da natureza e também prejudicando a si próprio. (GREENPEACE, 2016, p. 16).

O desenvolvimento da percepção ambiental envolvendo a temática sobre o desmatamento requer uma atenção ainda maior tendo em vista a localização do Estado do Amazonas. É importante situar a percepção ambiental dos estudantes, proporcionando conhecimentos sobre a realidade local dos mesmos. A Floresta Amazônica, por se tratar de um bioma rico e cobiçado, deve ser um tema desenvolvido com finalidade de despertar a sensibilidade ambiental nos sujeitos.

Tabela 6: Porcentagem relativa sobre a percepção dos estudantes (N=60) em relação às consequências do desmatamento para o planeta.

FATOR

N

%

Perda da Biodiversidade

48

80,0

Mudanças climáticas

41

68,3

Degradação do solo

39

65,0

Erosão

26

43,3

Não sabem

01

1,7

Quando indagados sobre as consequências do consumismo em relação ao meio ambiente, os estudantes sinalizaram como fatores principais a poluição (78,3%) e a produção de lixo (76,7%) (Tabela 7). Quanto à exploração excessiva dos recursos naturais (41,7%) dos estudantes demonstraram um conhecimento parcial, mas que não é claro para a maioria.

O desenvolvimento de práticas pedagógicas sobre o conceito de consumismo é uma tarefa desafiadora, considerando o modelo econômico predominante em nossa sociedade. Os indivíduos crescem aprendendo sobre a importância do ter para pertencer a determinado grupo e buscando suprir suas necessidades, o consumismo sai em disparada, dando prioridade a interesses, gastos, dentre outras preferências. As consequências desse modelo para o meio ambiente acabam ficando para último plano, sendo necessário desenvolver atividades que eduquem, estimulem e promovam o consumo consciente. De acordo com Ashley (2005, p. 03) “o consumo responsável trata da responsabilidade do ato de consumo. A educação do consumidor para o consumo responsável deve considerar dimensões ambientais, econômicas e sociais”.

Acreditamos que todas as formas de consumismo geram impactos ao meio ambiente, porém estes impactos podem ser minimizados a partir do desenvolvimento da percepção ambiental e conscientização fundamentadas na Educação Ambiental.

Tabela 7: Porcentagem relativa da percepção dos estudantes (N=60) sobre as consequências do consumismo em relação ao meio ambiente.

FATOR

N

%

Produção de lixo

46

76,7

Poluição

47

78,3

Exploração excessiva dos recursos naturais

25

41,7

Interferência no equilíbrio do planeta

21

35,0

Não sabem

03

5,0

A oitava e última questão, buscou analisar se a pobreza gera degradação ambiental. Responderam positivamente 56,7 % (N=34) dos estudantes, enquanto que 43,3% (N=26) disseram que não, mostrando que esta relação ainda não é compreendida pela maioria.

Para os estudantes que acham que a pobreza gera degradação ambiental, ainda foi pedido que eles marcassem quais os problemas ambientais decorrentes da pobreza. As respostas mais citadas foram poluição dos igarapés (48,3%), acúmulo de lixo (46,7%) e invasões (45%) (Tabela 7). A violência obteve um resultado parcial de 30%, o que demonstra que este conceito não é claro para os estudantes quando relacionados com a questão ambiental.

Os aspectos da pobreza estão cada vez mais presentes nas cidades devido à urbanização acelerada e sem planejamento. De acordo com Stroh (1995, p. 19) “apesar de não ser direta a relação entre pobreza e degradação ambiental, os seus efeitos indiretos são visíveis, mediatizados por outras variáveis intervenientes”. Portanto, as práticas em Educação Ambiental que envolva estes conceitos indiretos, tais como a pobreza e a violência, são de extrema importância para o desenvolvimento da percepção ambiental e social dos sujeitos, pois do ponto de vista da percepção ambiental, cada sujeito irá perceber e reagir sobre o meio ambiente de forma diferente.

Tabela 7: Porcentagem relativa sobre a percepção dos estudantes (N=60) com respeito a quais os problemas ambientais decorrentes da pobreza

FATOR

N

%

Poluição dos igarapés

29

48,3

Acúmulo de lixo

28

46,7

Invasões

27

45,0

Violência

18

30,0

Considerações Finais

O desenvolvimento do trabalho pedagógico aliado à percepção ambiental devem ter como pressuposto a transmissão de conhecimentos para compreensão dos problemas ambientais e sociais, provocando, consequentemente, uma maior sensibilização das pessoas a respeito das questões ambientais. Nesta pesquisa foi possível verificar como a Educação Ambiental é desenvolvida na escola, e como é a percepção ambiental nos alunos.

Quanto à percepção ambiental dos alunos foi possível registrar que os mesmos, no geral, possuem um conhecimento prévio sobre os principais problemas ambientais, porém, as questões sociais decorrentes destes problemas não são percebidas pela maioria. Há uma grande dificuldade em perceber e relacionar que as causas ambientais estão diretamente ligadas às causas sociais que os cercam.

Referências

ASHLEY, P. A. (org.). Ética e responsabilidade social nos negócios. São Paulo: Saraiva, 2005.

BARROS, H. C. L. Dimensões psicológicas do aquecimento global conforme a visão de adolescentes brasileiros. Estudos de psicologia, 18(2), abril-junho/2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/epsic/v18n2/v18n2a02.pdf>. Acesso em: 08 jun.2016.

DIAS, G. F. Educação Ambiental: Princípios e Práticas. São Paulo: Gaia, 2000.

GADOTTI, M. Educar para a sustentabilidade: uma contribuição à década da educação para o desenvolvimento sustentável. São Paulo. Ed. Instituto Paulo Freire, 2008.

GREENPEACE. BR-63- A rota do descaso na Amazônia. Disponível em: <http://periodicos.unifebe.edu.br/index.php/revistaeletronicadaunifebe/article/viewFile/182/83>. Acesso em: mai, 2016.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2007.

MADEIRA, K.; SOUSA. L.; BARBOSA, S. A importância da Educação Ambiental na escola para formação do cidadão. IV Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte e Nordeste de Educação Tecnológica. Belém- PA, 2009.

MORRIS, D. O contato animal. Editora Record. Rio de Janeiro, RJ, 1990.

PENA, R. F. A. "Escassez de água no Brasil"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/geografia/escassez-agua-no-brasil.htm>. Acesso em 12 de junho de 2016.

STROH, P. Y. As Ciências Sociais na Relação Interdisciplinar do Planejamento Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável. In: Clóvis Cavalcanti. Desenvolvimento e Natureza: Estudos para uma Sociedade Sustentável. São Paulo: Cortez, 1995.



" data-layout="standard" data-action="like" data-show-faces="true" data-share="true">
 
Início      Cadastre-se!      Procurar      Submeter artigo      Fazer doação      Contato     Apresentação     I Prêmio Educação Ambiental em Ação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Para sensibilizar     Dinâmicas e recursos pedagógicos     Entrevistas     Saber do Fazer     Culinária     Arte e ambiente     Sugestões bibliográficas     Educação     Contribuições de Convidados/as     Folclore     Práticas de Educação Ambiental     Sementes     Educação e temas emergentes     Ações e projetos inspiradores     Logística Reversa     Gestão Ambiental     Cidadania Ambiental     Relatos de Experiências     Notícias