ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
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11/09/2017AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE BALNEABILIDADE DA PRAIA PORTO REAL EM PORTO NACIONAL – TOCANTINS  
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AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE BALNEABILIDADE DA PRAIA PORTO REAL EM PORTO NACIONAL – TOCANTINS

 

EVALUATION OF BEACH BATHING CONDITIONS PORTO REAL IN PORTO NACIONAL – TOCANTINS

 

 

1.       Ioneide Nunes Carvalho Souza – Graduada em Engenharia Civil pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto Ltda – ITPAC-Porto; Rua Presidente Getúlio Vargas, 1575 – Porto Real – Porto Nacional – TO; (63 98439-7327); ioneidencs@hotmail.com.
2.       Ângelo Ricardo Balduino – Professor Mestre do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto Ltda – ITPAC-Porto; (63 98133-2057); angelo@ifto.edu.br.
3.       Sílvia Barroso Gomes – Professora Mestre do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto Ltda – ITPAC-Porto; (63 99237-1310) silvia.bgs1@gmail.com.
4.       Gleyz Ially Ramos dos Santos – Professora Doutora do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto Ltda – ITPAC-Porto; gleys.genero@hotmail.com.
 
 

 

RESUMO

O Rio Tocantins possui recursos hídricos em abundância e condições favoráveis para a prática de atividade recreacional, com destaque para as belas praias naturais que se formam na sua extensão. Todavia, vale enfatizar que a realização de atividades recreativas e de lazer de contato primário, demanda critérios específicos de segurança sanitária para fins de balneabilidade. O presente estudo avaliou as condições da qualidade da água da Praia Porto Real em Porto Nacional – Tocantins, em três pontos distintos. Para tal, foram realizadas análises microbiológicas através dos indicadores do grupo dos coliformes totais e Escherichia coli (E. coli). Os resultados do monitoramento foram confrontados com os parâmetros estabelecidos para fins de balneabilidade definidos pela Resolução CONAMA nº 274/00. Para detecções e identificações confirmativas de coliformes totais e E. coli, foi empregada a técnica Colilert. Os níveis de bactérias E. coli evidenciaram baixa concentrações, permitindo assim classificar as águas quanta à balneabilidade como águas próprias, subdividida na categoria de “excelente”, conforme a Resolução nº 274/00 do CONAMA. Portanto, as águas da Praia Porto Real, no período de análise, com base no indicador de bactérias do grupo E. coli,  encontraram-se dentro dos padrões aceitos para balneabilidade (recreação de contato primário).

 

Palavras-chave: balneabilidade, coliformes totais, saneamento.

 

ABSTRACT

The River Tocantins has resources in abundance and favorable conditions for the practice of recreational activity, with emphasis on the beautiful natural beaches that are formed in its extension. However, it should be stressed that the attainment of recreational activities and leisure facilities of primary contact, demand specific criteria of health safety for purposes of bathing. The present study evaluated the conditions of the water quality of the beach Porto Real in Porto Nacional - Tocantins, in three distinct points. To this end, we carried out microbiological analyzes through the indicators of the group of total coliforms and Escherichia coli (E. coli). The results of the monitoring were confronted with the parameters established for the purposes of bathing defined by CONAMA Resolution no. 274/00. For detections and tags confirmatory of total coliforms and E. coli was used Colilert. The levels of bacteria E. coli showed low concentrations, thus allowing sort the waters how much the bathing as waters own, subdivided into the category of "excellent", according to Resolution no. 274/00 of CONAMA. Therefore, the waters of the beach Porto Real, in the period of analysis, based on the indicator bacteria from group E. coli, found within the accepted standards for bathing (recreation of primary contact).

 

Keywords: bathing, total coliforms, sanitation.

 

1.    INTRODUÇÃO

A água é um elemento fundamental para a sustentação da vida, e este recurso assume múltiplos usos, a depender de cada demanda, com ênfase para consumo humano, dessedentação animal, recreação de contato primário, uso comercial, industrial, agrícola, energético, transportes, despejo de esgoto e lixo. É um recurso restrito que depende dos processos naturais para ressurgir, cujo ciclo demanda maior tempo para o ressurgimento, entretanto a capacidade do usuário de poluir a água é bem mais rápida, por isso há um desequilíbrio entre os dois processos, que tem desencadeado uma série de problemas ambientais, como contaminação dos recursos hídricos e risco de escassez de água no planeta.

Os poluentes percorrem diversificados caminhos até impetrar o meio aquático. Eles podem estar na atmosfera, no solo ou ainda podem ser despejados diretamente no rio. São fontes originadas pelo lançamento de esgotos domésticos e industriais sem tratamento sanitário, aplicação de produtos tóxicos na agricultura, que ao atingir o corpo d’água, depositam também micro-organismos patogênicos e elementos tóxicos. Todos esses fatores podem provocar grandes desequilíbrios ao ambiente aquático e consequentemente desencadear sérios riscos à saúde dos usuários.

A Resolução 274/00 do CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA (2000) define que as águas doces, salobras e salinas terão os níveis de qualidade avaliados por parâmetros e indicadores específicos, de modo a assegurar as condições de balneabilidade (recreação de contato primário como atividade de mergulho, natação, esqui aquático e pesca esportiva). Seguindo este enfoque, serão determinados o Número Mais Provável (NMP/100ml de água) do grupo de coliformes fecais (termotolerantes) e Escherichia coli presente nas águas da praia Porto Real, bacia do Rio Tocantins.

Segundo World Health Organization – WHO (2003) há um aumento significativo da densidade de bactérias nas águas no período chuvoso, pelo fato de ocorrer maior carregamento de substância fecal, através do escoamento superficial em áreas urbanas e rurais, e ainda de galerias pluviais e córregos, contaminando assim, as águas nos balneários.

O controle da poluição do recurso hídrico e o monitoramento intensivo da qualidade da água são mecanismos preponderantes na proteção da saúde dos usuários, na promoção do equilíbrio ecológico do meio ambiente e na garantia de melhorias na qualidade de vida e bem estar da comunidade.

 A região hidrográfica do Tocantins apresenta algumas demandas associadas aos usos múltiplos da água, com destaque para o uso na irrigação, além dos usos para dessedentação animal, geração de energia, navegação, pesca turística e recreação.

O Rio Tocantins por apresentar grande potencial para geração de energia elétrica, no ano de 2001, foi implantada a Usina Hidrelétrica Luis Eduardo Magalhães, no município de Lajeado e com isso ocasionou modificações em suas águas. Na fase de represamento, houve a elevação do nível de água e foram submersas a mata ciliar, praias e edificações localizadas às margens do rio.

As fossas sépticas submersas representam fatores de riscos de contaminação da água por concentração de indicadores microbiológicos coliformes fecais (termotolerantes) e Escherichia coli e limitam as condições de qualidade da água para o uso recreacional de contato direto e prolongado.      

Os problemas ambientais causados pela modificação do ambiente aquático como a proliferação das plantas aquáticas chamadas macrofilas e apodrecimento das folhas e caules da mata ciliar, aumentam a quantidade de matéria orgânica presente na água e pode favorecer o processo de eutrofização. Esses possíveis fatores causadores de contaminação de recursos hídricos incapacitam o uso da água para fins de recreação.

 A modificação das características do curso do rio, a implantada a nova praia considerada artificial e o questionamento quanto à qualidade da água, causaram insegurança a população e aos visitantes quanto à exploração da atividade turística, e ainda, provocaram consequências negativas para o sistema econômico do município.

Diante deste cenário, o projeto foi desenvolvido com o propósito de avaliar as condições da qualidade da água para fins de balneabilidade (recreação de contato primário), através da análise microbiológica do grupo de coliformes totais e Escherichia coli em diferentes pontos da praia em Porto Nacional, e ainda disponibilizar o resultado do monitoramento para o poder público, a comunidade e o setor turístico.

2.    REFERENCIAL TEÓRICO

2.1. USO MÚLTIPLO DA ÁGUA

De acordo com Esteves (2011), os usos da água são classificados de duas formas: uso consuntivo e uso não consuntivo. Estes usos são classificados de acordo com a quantidade hídrica demandada e as perdas da qualidade e quantidade após os usos.

O uso consuntivo está relacionado com a retirada de uma determinada quantidade de água dos mananciais, que após ser utilizada é devolvida em menor quantidade ou com a qualidade afetada, causando prejuízos qualitativo e quantitativo da água (CARVALHO et al. 2007).

Segundo Tucci (2006), os usos consuntivos da água se distribuem entre o abastecimento humano, setor industrial, irrigação e dessedentação dos animais. 

De acordo com Rebouças (2002), as águas utilizadas para os usos não consuntivos, não são retiradas do sistema de captação ou após mesmo que sejam retiradas, retornam integralmente ao manancial. Enquadram-se nesta categoria de usos a geração de energia elétrica, a navegação, a recreação e diluição de afluentes.

Para cada tipo de uso, a água oferece as propriedades físicas, químicas e biológicas, com o propósito de garantir segurança ao usuário, qualidade do produto acabado e a totalidade dos elementos que mantiver contato direto com a água. Por atender concomitantemente aos diversos usos, a água acaba gerando conflitos entre os segmentos da sociedade (MIERZWA, 2005).

Diante da magnitude e da diversidade dos usos da água, tem-se estabelecido conflitos entre os usuários, o que exige uma maneira competente para gestão do uso, de forma que haja o controle e conservação dos recursos hídricos.  Em meio aos múltiplos usos da água, o uso público e industrial refere-se àqueles que utilizam a água através de sistemas de abastecimento, em que passa pelo processo de tratamento para suprir a demanda da população (LANNA, 2013).

O relatório Mundial das Nações Unidas sobre do Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (World Water Assessment Programme), liderado pela UNESCO (2015), relata que a demanda pela água é intensamente influenciada pelo desenvolvimento urbano, setor energético, agricultura, indústrias e usuários domésticos. Com isso, a competição entre os usos da água, aumenta o risco de conflitos e as disparidades no acesso aos serviços são instaladas, com impactos econômicos negativos e prejuízo ao bem-estar do ser humano.

Ainda segundo a UNESCO (2015), o relatório prevê para 2050, um aumento significativo de 5% da demanda hídrica mundial, devido principalmente ao setor industrial, geração de energia termoelétrica e aos usuários domésticos.

A Agência Nacional de Águas – ANA, com o intuito de controlar a qualidade das águas, criou o Programa Nacional de Avaliação de Qualidade das Águas – PNQA, que propõe apresentar informações para ampliar o conhecimento sobre a qualidade da água superficial no Brasil e ainda colaborar para a implantação de políticas públicas para a gestão sustentável dos recursos hídricos (BRASIL, 2015).

Em locais em que há grandes concentrações de pessoas com poder aquisitivo menos elevado existe maior pressão sobre os recursos hídricos, isso se deve à falta de infraestrutura adequada, o que se torna um fator agressivo para o ecossistema aquático. Como resultado, os recursos hídricos são transformados em depósitos de lixos e despejos de esgoto a céu aberto, propiciando a veiculação de inúmeras doenças (GOULART e CALLISTO, 2003).

Desde os primórdios a água é considerada o meio mais apropriado para limpeza, dispersão, condução e acomodação de resíduos (domésticos, industriais, drenagem e outros). Neste sentido, os diversos usos, a captação e despejos de resíduos de certa maneira acabam causando impactos sobre a qualidade dos recursos hídricos. As atividades desenvolvidas pelo ser humano causam efeitos negativos e devastadores sobre o ambiente aquático. Algumas ações estão relacionadas com uso inadequado do solo, escoamentos de líquidos tóxicos advindo do lixo, desmatamento, despejos de efluentes sem tratamento. Dentre os principais fatores que contribuem para a redução da qualidade da água, encontra-se a eutrofizacão dos corpos hídricos, que pode ser causada pelo uso excessivo de fertilizantes e agrotóxicos na agricultura (ESTEVES, 1998).

Segundo Tundisi (2003), a eutrofização é resultado da deposição excessiva de dejetos de esgoto ou despejos agrícolas não tratados em lagos, represas e rios, provocando uma carga interna resultante do acúmulo de sedimentos na água intersticial.

A Resolução nº 357 de 2005 do CONAMA, classifica as águas doces, salinas e salobras em classes de qualidades, segundo a necessidade de qualidade de cada uso, como para o abastecimento para consumo humano, navegação comercial, recreação de contrato primário, processo produtivo industrial, irrigação de culturas, geração de energia, diluição de efluentes, dessedentação de animais, e proteção das comunidades aquáticas. Para tanto, cada tipo de uso, tem estabelecido os requisitos de qualidade a serem considerados como padrão de qualidade (BRASIL, 2005).         

2.2 CONCEITO DE BALNEABILIDADE

De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB (2015) balneabilidade está associada ao uso da água para a prática de atividade de recreação, através do contato primário, sendo compreendido como o contato direto e demorado com a água, com elevado risco de ingerir certa quantidade de água. Para este fim, é primordial que seja avaliada a qualidade da água, seguindo alguns critérios. Esses critérios estão fundamentados em microrganismos indicadores de contaminação fecal, estabelecidos através de monitoramento e confrontamento com os padrões preestabelecidos. Assim, pode-se identificar se as condições de balneabilidade são favoráveis ou não. A análise da balneabilidade consiste basicamente, na avaliação da qualidade das águas para fins de recreação de contato primário, através dos indicadores microbiológicos.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA (2000) define que a recreação de contato primário está associada com o contato direto do usuário com o curso de água, através  da realização de práticas de mergulho, natação e esqui aquático, em que se manifesta a possibilidade de engolir certa quantidade de água.

Segundo Lopes (2010), a utilização dos recursos hídricos para fins de recreação, tem se expandido e adquirido importância social e econômica ao longo dos últimos anos. Isso se deve basicamente à busca pelo desenvolvimento da prática recreativa aliada ao contato com o meio natural, de modo a confrontar com o modo de vida na zona urbana. Dentre estas atividades, podem-se destacar as práticas de recreação de contato primário em cachoeiras, praias fluviais e reservatórios. Estes balneários naturais constituem intensos atrativos para as pessoas, intensificam o turismo e o ecoturismo, transformando-se em fontes econômicas de desenvolvimento sustentável.

2.3 INDICADORES DE QUALIDADE DA ÁGUA PARA FINS DE BALNEABILIDADE

Desde muito tempo, o homem da época dos banhos e termas, já possuía uma percepção sobre a qualidade da água, mesmo sem ter acesso aos métodos e técnicas utilizados nos dias atuais para garantir a qualidade da água.  Mesmo de forma rudimentar, avaliava-se que a água usada para balneabilidade e para consumo deveria apresentar alguns conceitos, a favor da sua qualidade (VON SPERLING, 2003).

O desenvolvimento social representa um elemento de risco para o meio ambiente, por causa das ações desordenadas praticadas pelo ser humano, os despejos de dejetos sem o devido tratamento, infiltração de produtos tóxicos e a acomodação imprópria dos resíduos sólidos. Para garantir o acesso à saúde pública, prevenção e controle de doenças, entende-se que as ações de saneamento devem estar bem estruturadas. Contudo, essa cobertura empregada aos serviços de esgoto sanitário, resíduos sólidos e propriedade da água para o consumo humano apresentam grande insuficiência no Brasil (PEREIRA e TOCCHETTO, 2015).

As práticas relacionadas às atividades turísticas causam impactos ao meio ambiente, caso haja contaminação do recurso hídrico e as recreações aconteçam nessas águas, os banhistas estarão susceptíveis a uma série de doenças (LOPES, 2010).

Segundo WHO (2003), há um aumento significativo da densidade de bactérias nas águas no período chuvoso, pelo fato de ocorrer maior carregamento de substância fecal, através do escoamento superficial em áreas urbanas e rurais, e ainda de galerias pluviais e córregos, dessa maneira favorece a contaminação das águas nos balneários.

As condições de água para balneabilidade são avaliadas durante o período de cinco semanas de coletas e análises microbiológicas para verificação de coliformes fecais e Escherichia coli, de acordo com as categorias de própria (excelente, muito boa e satisfatória) ou imprópria. O nível de qualidade da água será analisado por parâmetros e indicadores característicos em referência aos critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/00 do CONAMA para a balneabilidade, de maneira que favoreçam as condições necessárias para a recreação de contato primário (BRASIL, 2000). 

Segundo a Resolução nº 274/00 do CONAMA, BRASIL (2000), as águas serão consideradas impróprias para fins de baneabilidade, quando no trecho avaliado, for verificada uma das seguintes ocorrências:

a) Não atendimento aos critérios estabelecidos para as águas próprias;

b) Valor obtido na última amostragem for superior a 2500 coliformes fecais (termotolerantes) ou 2000 Escherichia coli ou 400 enterococos por 100 milímetros;

c) Incidência elevada ou anormal, na Região, de enfermidades transmissíveis por via hídrica, indicada pelas autoridades sanitárias;

d) Presença de resíduos ou despejos, sólidos ou líquidos, inclusive esgotos sanitários, óleos, graxas e outras substâncias, capazes de oferecer riscos à saúde ou tornar desagradável a recreação;

e) PH < 6,0 ou pH> 9,0 (águas doces), à exceção das condições naturais;

f) Floração de algas ou outros organismos, até que se comprove que não oferecem riscos à saúde humana.      

g) Outros fatores que contraindiquem, temporária ou permanentemente, o exercício da recreação de contato primário.

Ainda segundo a Resolução Nº 274/00 do CONAMA, BRASIL (2000), caso a praia para recreação de contato primário seja considerada imprópria para o uso, será interditada por órgão municipal, estadual ou federal.

A análise do grau de qualidade da água pode ser realizada através da seleção de diversos parâmetros, em que serão abordadas as características físicas, químicas e biológicas, de acordo com cada uso de água e com o objetivo do monitoramento. Para alcançar o resultado mais próximo da realidade, é imprescindível a escolha apropriada dos parâmetros (VON SPERLING, 2005).

A avaliação da qualidade da água para balneabilidade foi baseado no método de amostragem e análise microbiológica, com indicadores do grupo de coliformes fecais (termotolerantes) e Escherichia coli (American Public Health Association – APHA, 2007).

2.4 CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DA BALNEABILIDADE

Existem algumas dificuldades enfrentadas para a realização do monitoramento da qualidade da água para fins de recreação de contato primário, como a determinação de indicadores adequados e a delimitação de critérios a serem seguidos para o julgamento da balneabilidade (CETESB, 2015).

Neste segmento busca-se confrontar a presença de indicadores microbiológicos do local e a ameaça de adquirir doenças infecciosas ao utilizar a água para recreação, uma vez que, deve-se priorizar o conforto, segurança e saúde da comunidade. Analisar todos os microrganismos associados à veiculação hídrica torna-se inviável, tanto do ponto de vista financeiro quanto em termos de tempo. Por isso é prática comum analisar a bactéria constante em fezes humanas e animais, cuja presença em altas concentrações indica contaminação fecal, ou seja, através da avaliação destes critérios é possível identificar os microrganismos patogênicos geradores de doenças ao ser humano (CETESB, 2015).

Segundo Aureliano (2000), o objetivo principal da balneabilidade é julgar o risco possível de se adquirir doenças no contato direto com águas para fins de recreação. Por isso as águas doces, salobras e salinas são enquadras em categorias para avaliar o índice bacteriológico de coliformes fecais e totais.

Franco e Landgraf (2003) referem que para a verificação dos microrganismos coliformes termotolerantes e Escherichia coli na água é comum à utilização da técnica de fermentação em tubos múltiplos, mais conhecida como método do Número Mais Provável (NMP).

2.5 DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA

Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB (2015), os cursos de água contaminados por despejos domésticos ao serem despejados em águas destinadas à recreação podem comprometer a saúde dos banhistas por microrganismos patogênicos como vírus, bactérias, fungos, protozoários e ovos e helmintos. É fundamental avaliar não somente a probabilidade de transmissão de doenças de veiculação hídrica como gastroenterite, hepatite A, cólera, febre tifóide, entre outras, mas ainda a ocorrência de organismos patogênicos, causadores de dermatoses. Geralmente as doenças vinculadas ao banho respondem ligeiramente ao tratamento, porém, o exigem por longo período.

A gastroenterite é considerada a doença mais comum, associada à água poluída por esgoto doméstico, e apresenta alguns sintomas como: enjoo, vômitos, dores abdominais, dor de cabeça, febre e diarreia. Há ainda as doenças consideradas de menor gravidade, acometidas por infecção de ouvido, garganta, nariz e olho (CETESB, 2015).

 

3.     MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 PONTOS DE MONITORAMENTO

Com auxílio do aparelho GPS – Global Positioning Sustem, foram determinados três pontos de amostragem em trechos da Praia Porto Real no Rio Tocantins, que distam entre si 210 m do primeiro ao segundo ponto e 216 m do segundo ao terceiro ponto. A praia possui aproximadamente 500 m de extensão.

 Os pontos foram determinados em função da frequência de visitantes e das possíveis áreas de riscos por influência da qualidade da água, ou seja, possíveis fontes de contaminações. A tabela 1 apresenta as coordenadas geográficas de cada ponto de coleta de amostra de água.

 

 

A figura 1 é uma imagem de satélite para melhor compreensão e visualização dos pontos de monitoramento demarcados a montante e a jusante no perímetro da Praia Porto Real.  Os pontos foram delimitados para facilitar a análise das condições de balneabilidade e seguem as seguintes características:

•   (PI) – Embarque e desembarque de pessoas transportadas em balsa;

•   (PII) – Área delimitada para o banho;

•   (PIII) – Parte final da praia.

 

FIGURA 1 – Localização dos pontos de amostragem na Praia Porto Real em Porto Nacional – TO

FONTE: Google Earth (2015).

 

 

3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Para o desenvolvimento da pesquisa, foram adotados os seguintes procedimentos: coletas de amostras “in loco” e análise laboratorial.  

3.2.1 Coleta das Amostras

A pesquisa “in loco” foi realizada seguindo uma variação sazonal, no período compreendido entre março e abril de 2016, que representa a transição do período chuvoso para o período de estiagem típico da região. No período chuvoso há maior probabilidade de incidência de contaminação do corpo do rio através do carregamento de materiais concentrados no solo.

Foram realizadas dezoito coletas no período de seis semanas consecutivas com inicio no dia 15 de março de 2016 e término no dia 19 de abril de 2016.

As amostras foram coletadas semanalmente nos três pontos na isóbata aproximada de 1 (um) metro de profundidade, que representa a região mais utilizada na recreação de contato primário, conforme determinações da Resolução CONAMA nº 274/00.

Empregando o método de amostragem preconizado pela APHA (2007), a água foi coletada a uma profundidade de 20 cm abaixo da superfície da lâmina d’água utilizando recipientes esterilizados e identificados, com capacidade para 100 ml, quantidade suficiente para a realização da análise. 

Após a coleta, os recipientes foram lacrados e preservados em caixa isotérmica devidamente refrigerada e conduzidos ao Laboratório Físico-Químico do IFTO – Instituto Federal do Tocantins em Porto Nacional – TO., onde procederam-se as análises para determinação da concentração de coliformes totais e E. coli, seguindo a metodologia descrita pela APHA (2007).

3.2.2 Análise Microbiológica

As análises microbiológicas das águas provenientes da Praia Porto Real foram submetidas na metodologia indicada pela APHA (2007), através do método Colilert.  Este método é pautado no princípio da identificação das bactérias do grupo de coliformes totais e E. coli no tempo estimado de 24 horas.

A densidade de bactérias E. coli é expressa como Número Mais Provável por 100 ml da amostra (NMP/100ml), obtida através de tabela especifica, chamada IDEXX Quanti-Tray ®/2000 MPN Table  (IDEXX, 2016).

Segundo Marquezi (2010), para apurar o resultado das análises entende-se que, se o meio permanecer incolor sugere a ausência de bactérias do grupo de coliformes totais e E. coli nas amostras. Caso o meio apresentar coloração amarelada e fluorescência sob luz UV, indica que as bactérias do grupo de coliformes totais E. coli estão presentes nas amostras analisadas.

Ao término da pesquisa, os resultados apurados no laboratório foram apresentados e confrontados com os valores determinados pela Resolução CONAMA nº 274/00, para classificação das águas para fins balneabilidade como própria (excelente, muito boa e satisfatória) ou imprópria, de acordo com a densidade das bactérias E. coli.

4.    RESULTADOS E DISCUSSÃO

O monitoramento da qualidade microbiológica da água em estudo procedeu-se durante os meses de março e abril de 2016, período chuvoso e estiagem. No período chuvoso a água apresentou uma coloração escura que vem dos sólidos carreados para o leito do rio. Já no período de estiagem a água apresentou uma coloração transparente. Vale ressaltar que a coloração escura da água não caracteriza indicativo de contaminação, pois ela pode apresentar uma cor transparente e estar contaminada.

De acordo com Smith et al. (1995), a inferência do banhistas em avaliar a qualidade da água utilizando os parâmetros de transparência e cor é um fator de risco, uma vez, que esta forma de ponderação não permite identificar os microrganismos patogênicos provenientes de fontes fecais de poluição.

Ao fim das análises, todas as amostras de água apresentaram uma coloração amarela e características de fluorescência, evidenciando a presença de bactérias do grupo de coliformes totais e E.coli. Os resultados obtidos mantiveram-se acima dos valores recomendados pela Resolução do CONAMA 274/00, que define que quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das cinco semanas, for encontrada no máximo, 200 Escherichia coli, as águas são consideradas próprias e se enquadra na categoria de “excelente” para fins de balneabilidade. A figura 2 apresenta os resultados das análises de bactérias E. coli. presentes nos três pontos monitorados.

 

FIGURA 2 – Resultado geral das análises de E. coli dos três pontos.

FONTE: Dados próprios (2016).

 

De posse dos resultados seguem as ponderações com base nas características de cada ponto de coleta de amostras. O primeiro ponto de coleta (PI), figura 3, representa o embarque e desembarque de pessoas, localiza-se a margem direita da praia, ponto de entrada para a praia, sendo este ponto não utilizado para recreação de contato primário, logo em seguida encontram-se os quiosques onde funcionam bares e restaurantes.

 

FIGURA 3: Concentração de E. coli nas amostras semanais do primeiro ponto (PI).

FONTE: Dados próprios (2016).

Ao analisar as amostras das águas do primeiro ponto (PI), verificou-se que a densidade de E. coli apresentou variação de 36,3 a 103,4 (NMP/100ml) durante o período de monitoramento. Os menores níveis de bactérias são vistos na segunda (22/03) e terceira (29/03) semana, enquanto que as maiores concentrações estão presentes na quarta (05/04) e quinta (12/04) semana.  A maior presença de E. coli foi verificada no período em que houve elevada precipitação pluviométrica. A chuva pode ter interferido no resultado, aumentando consideravelmente o índice de contaminação em aproximadamente 189% com relação às outras semanas em que houve de estiagem da chuva.

A elevada concentração de bactérias identificada no período chuvoso possivelmente pode ser explicada pelo fato das águas pluviais quando escoam pelo solo carregam consigo, para o leito do rio, impurezas advindas dos resíduos sólidos provenientes de fezes de animais e substância tóxica encontrada na superfície da terra, comprometendo a qualidade das águas balneárias.

A navegação fluvial, pode também ter contribuído para o aumento do índice, visto que, a emissão de resíduos de óleo combustíveis provenientes dos motores das embarcações utilizadas para transporte de pessoas, pode constitui-se de fonte de contaminação da água.

Baseado nestas informações faz-se uma correlação com Ruschmann (1997), quando relata que a poluição hídrica de represas, rios, lagos e cachoeiras, constituem danos causadores do crescimento descontrolado de atividades de turismos e recreação, devido à geração de resíduos em embarcações de recreio que expelem gases, óleos e graxas e ainda, pela ineficiência ou falta de coleta de lixo, bem como, pela falta de orientação dos próprios usuários.

Os resultados das análises microbiológicas do ponto (PI), mesmo apresentando altas contagens de bactérias E. colli, revelou que água atende aos critérios de própria para o uso em recreação de contato primário, baseado nos critérios da Resolução nº 274/00 do CONAMA.

O segundo ponto (PII), figura 4, representa a área delimitada para fins de banho e lazer, localiza-se na parte central da praia. Ainda que o período de monitoramento da água não foi realizado na “alta temporada de praia”, este ponto da praia é delimitado para área de banho bastante frequentada pelos visitantes locais e turistas que tempestivamente frequentam o local durante o ano.

FIGURA 4: Concentração de E. coli nas amostras semanais do segundo ponto (PII).

FONTE: Dados próprios (2016).

Os resultados aferidos neste ponto (PII) foram bem melhores, variando de 14,4 a 56,9 (NMP/100ml). Os menores níveis de concentração de bactérias foram apresentados na segunda (22/03) semana. Já a maior presença de bactéria foi identificada na terceira (29/03) semana.

Na segunda (22/03) semana a disparidade do índice de bactéria em relação às outras semanas monitoradas é bastante significativa. Isso pode ser justificado pela estiagem da chuva ocorrida nesta semana e com isso não ter sido carreada substância contaminada para o leito do rio.

Neste caso, a elevada precipitação pluviométrica ocorrida no período de monitoramento não interferiu tanto na concentração de bactérias, visto que, os índices se mantiveram basicamente constantes. O que pode ser justificado pelo fato do ponto em questão possuir características físicas diferentes dos outros, já que, por estar localizado na parte central da praia e no seu entorno ser um espaço limpo, livre de movimentação de animais e da presença de mata ciliar (matéria orgânica de origem animal e vegetal), não há concentração de material contaminado para ser carreado pela chuva.

Mesmo sendo verificadas as menores concentrações de bactérias durante o período de análise, o ponto (PII) por ser um local demarcado para o banho, torna-se susceptível a contaminação por coliformes fecais, visto que, ainda existem pessoas sem conscientização que fazem suas necessidades fisiológicas no local, e acabam poluindo as águas por dejetos, expondo banhitas e turistas ao contato direto com bactérias e vírus causadores de doenças, como por exemplo, a gastroenterite.

As características citada acima podem ser associadas ao que foi mencionado por Queiroz (2000), quando diz que as atividades de recreação de contato primário veiculadas aos recursos hídricos são responsáveis por diversas transformações ao corpo hídrico, ao mesmo tempo em que traz benefícios econômicos, favorece o intenso comprometimento da qualidade da água.

Os resultados aferidos no ponto (PII) no período analisado classificam a água como própria para fins de balneabilidade, ao comparar como os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/00 do CONAMA.

O terceiro ponto (PIII), figura 5, representa a parte final da praia, embarque e desembarque de pessoas, localiza-se a direita da praia.

FIGURA 5: Concentração de E. coli nas amostras semanais do terceiro ponto (PIII).

FONTE: Dados próprios (2016).

Os resultados das análises neste ponto (PIII) variam de 19,3 a 71 (NMP/100ml).. Os valores mais elevados foram identificados na quarta (05/04) e quinta (12/04) semanas. Enquanto que a menor concentração de bactéria foi vista na segunda (22/03) semana. 

 O ponto (PIII) apresenta peculiaridades físicas semelhantes ao primeiro ponto (PI), por concentrar movimentação de embarcações movidas a combustíveis, que são possíveis causadores de poluições por substâncias químicas e o seu entorno ser desprovimento de limpeza.

 A elevada concentração de bactérias encontradas na quarta (05/04) e quinta (12/04) semanas, tanto no primeiro ponto (PI), quanto no terceiro ponto (PIII) já eram previstas, pois a elevada precipitação pluviométrica registrada neste período ao carrear efluentes presentes na superfície do solo, favorece a contaminação do leito do rio.

Assim como os pontos (PI) e (PII), o ponto (PIII) na segunda (22/03) semana, apresentou baixa concentração de bactérias, ou seja, apresentou comportamento semelhante devido à ausência de chuva neste período. A estiagem contribuiu para a redução do índice de bactérias, visto que, os resíduos provenientes de fezes de animais presentes na areia da praia não foram carreados para o rio.

O aumento de bactérias E.coli no período chuvoso e a redução no período de estiagem, pode ser associado ao mencionado por Cunha et al (2003) quando diz que, no período das chuvas toda carga de poluentes é lixiviada para as áreas de drenagens, contribuindo para contaminação dos corpos hídricos.

A análise das amostras do ponto (PIII), no período de monitoramento revela que a água encontra-se própria para o uso em recreação de contato primário, quando comparado com os valores estabelecidos pela Resolução nº 274/00 do CONAMA.

Após apontar as possíveis causas para justificar a presença de E. coli na água da praia, baseadas nas características de cada ponto monitorado é preciso questionar no âmbito geral  outros fatores que podem ter interferido nestes resultados.

 Inicialmente deve-se analisar que o Rio Tocantins no perímetro da praia não é receptor de efluente proveniente de ETE – Estação de Tratamento de Esgoto, portanto, a presença de E. coli possivelmente não é proveniente ao lançamento pontual de  efluentes de esgoto não tratado.

Vale pontuar que na extensão da praia há uma estrutura permanente com quiosques onde funcionam bares e restaurantes e há banheiros fixos com fossas sépticas, sem coleta e tratamento de esgoto sanitário. E ainda, a praia foi implantada em um espaço próximo as edificações sem rede de esgoto, apenas fossas sépticas, que foram submersas com a elevação do nível da água, quando da implantação da Usina Hidrelétrica Luis Eduardo Magalhães. O fato é que esses resíduos líquidos (microrganismos) ao infiltrarem no solo podem alcançar o lençol freático.

 Outra hipótese que pode ser reforçada é a presença de animais no entorno da praia, visto que, as fezes desses animais podem contaminar por bactérias o corpo d’água. É importante, considerar que, o acesso destes efluentes no corpo hídrico, causam alterações da qualidade da água e a exposição direta do banhista aumenta o risco de contrair doenças de veiculação hídrica.

5.    CONCLUSÃO

Os resultados aferidos a partir das análises microbiológicas das amostras de água coletadas na Praia Porto Real em Porto Nacional – TO., confirmaram que as bactérias E. colli mantiveram-se presentes em todos os pontos de monitoramento, durante o período de estudo, mas ao comparar esses resultados das análises com os valores propostos pela Resolução nº 274/00 do CONAMA para balneabilidade (recreação de contato primário), foi possível  classificar as águas quanta à balneabilidade, como águas próprias para utilização, subdividida na categoria de “excelente”

A avaliação dos parâmetros de balneabilidade das águas da Praia Porto Real, no período de monitoramento, confirma que o local apresenta condições próprias para o uso em recreação de contato primário. No entanto, por ter apresentado certa concentração de bactérias E. coli, é aconselhável que se faça algumas recomendações de práticas preventivas para manter o controle periódico das condições de qualidade da água para fins de balneabilidade: 

a) Estabelecer um programa de monitoramento da água, como prática adequada para oferecer maior segurança sanitária aos banhistas e estimular o uso da praia durante todo o ano como um local agradável para prática de recreação e lazer;

 b) Aplicação de instrumentos de legislação para conter o avanço da contaminação, tais como os critérios determinados pela Resolução nº 274/00 do CONAMA e Legislação Ambiental;

 c) Executar periodicamente limpeza das margens do rio e de resíduos, para evitar que sejam carreados para corpo hídrico durante o período de chuva;

d) Estimular a população a população a buscar informações sobre as condições de qualidade da água antes de utilizá-las na recreação;

e) Implantar dispositivos de informação (placas ou boletins) pelo poder público com indicação das condições da água, assim oferecer melhor orientação e segurança sanitária aos banhistas.

Os resultados das análises e sugestões de conservação das condições de qualidade da água da praia para fins de balneabilidade serão repassados para a Secretaria Estadual e Municipal do Meio Ambiente, para que possam desenvolver ações preventivas através da pesquisa científica por meio de parcerias com Instituições acadêmicas para manter um ambiente limpo e livre de contaminação para oferecer maior segurança aos turistas e usuários locais, e ainda fomentar o desenvolvimento turístico e econômico do município.

 

 

 

6.    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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