ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
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11/09/2017PROLIFERAÇÃO FUNGICA E DEGRADAÇÃO DE LARANJAS - INTENSIDADE DA DEGRADAÇÃO DE LARANJAS POR FUNGOS EM DIFERENTES CONDIÇÕES AMBIENTE  
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PROLIFERAÇÃO FUNGICA E DEGRADAÇÃO DE LARANJAS

Intensidade da degradação de laranjas por fungos

em diferentes condições ambiente

 

 

 

 

Bianca Caroline Bobotis

Formada em nível médio pela ETEC Júlio de Mesquita, Santo André - SP. Cursando Biomedicina pela Universidade Metodista de São Paulo.

Bianca Pirilo da Silva

Formada em nível médio e Técnica em Design de Interiores pela ETEC Júlio de Mesquita, Santo André – SP.

Caíque Haskel Santos

Técnico em Meio Ambiente pela ETEC Júlio de Mesquita, Santo André- SP. Cursando Ciências Biológicas pela Universidade Metodista de São Paulo.

Denise da Silva Ramos

Formada em nível médio pela ETEC Júlio de Mesquita, Santo André - SP. Cursando Biomedicina pela Universidade Metodista de São Paulo.

Felipe Olivares Campos

Técnico em Eletrônica pela ETEC Júlio de Mesquita, Santo André SP. Cursando Analise e Desenvolvimento de Sistemas pela FATEC Zona Leste.

Renan Almeida

Formado em nível médio pela ETEC Júlio de Mesquita, Santo André - SP e Técnico em Informática pela ETEC Lauro Gomes, São Bernardo do Campo – SP.

Murilo Inacio Bertoletti

Formado em níveis médio e técnico em Mecatrônica pela instituição ETEC Júlio de Mesquita, Santo André – SP.

Lorena Mazelli

Técnica em mecatrônica pela ETEC Júlio de Mesquita, Santo André – SP. Cursando Administração pela Universidade de São Caetano do Sul.

 



RESUMO

 

            O trabalho aqui em questão retrata uma experiência realizada por uma turma do terceiro ano do ensino médio da instituição de ensino ETEC Júlio de Mesquita, nele se observa e estuda a relação que há na decomposição de alimento, no caso laranjas, com o ambiente em que se coloca tal material.

Moldado pela ação de microrganismos, com ênfase os fungos, estes sobre o alimento excretam enzimas que simplificam o composto para então dele se alimentarem, viverem e se multiplicarem. Se procura sabem o quanto o ambiente interfere na velocidade dessas ações.

Valendo-se de 12 recipientes, dividiram-se e fizeram-se neles condições ambiente mantidas sobre controle para se descobrir em qual haveria mais afinidade a relação dos fungos para com o meio e a degradação.

Sabendo-se os resultados do experimento se pode prevenir com mais facilidade que alimentos sofram de ação de fungos e apodrecimento precoce, sendo assim, de grande ajuda a aqueles que armazenam frutas, em especial laranjas, seja em suas casas, comércios ou outros locais.


INTRODUÇÃO

 

Decompor significa fazer divisões em partes cada vez menores, onde há rompimento de ligações. Assim, a decomposição é a divisão de grandes moléculas em outras menores, ions ou átomos. Exemplo, molécula AB que após uma quebra forma molécula A mais molécula B (TORTORA et al., 2005).

Haja vista que os alimentos, quando ficam expostos ao ar livre, sofrem processo decomposição após de determinado tempo. Se introduz neste trabalho como objeto de estudo, os fungos.

Fungos são agentes eucariontes, heterotróficos, unicelulares ou pluricelulares que atuam na degradação de resíduos animais e vegetais. Esses seres incorporam os nutrientes necessários ao seu metabolismo através da absorção de substâncias após digestão extracorpórea, realizada por enzimas sintetizadas e secretadas sobre a matéria orgânica contida no ambiente (RIBEIRO, K. 20[])

Os fungos pertencem ao Reino Fungi, que é dividido em quatro filos:

·         Zygomycota: O zigomiceto mais conhecido é o Rhizopus stolonifer, bolor que se desenvolve em pães, frutas.

·         Ascomycota: Os ascomicetos, como diversos tipos de bolores, as trufas (corpos frutíferos subterrâneos das espécies de Tuber), as Morchellas, e as leveduras (Saccharomyces cerevisiae).

·         Basidiomycota: Os basidiomicetos compreendem os fungos mais familiares, como os cogumelos, as orelhas-de-pau, além dos fungos do carvão e da ferrugem que parasitam plantas.

·         Deuteromycota: Entre os deuteromicetos de maior importância econômica, portanto, mais conhecidos, podemos citar os fungos dos gêneros Penicillium e Aspergillus (Martho; Gilberto, 2013).

Alguns fungos, portanto,colocam-se como agentes moderadores do processo de decomposição das laranjas que, utilizadas como base para o experimento, permite ser observada as alternâncias no processo de degradação em diferentes ambientes (seco, úmido, claro e escuro).


 

REFERENCIAL TEÓRICO

 

Os indivíduos causadores da deterioração em alimentos podem ser bactérias, leveduras e fungos. As bactérias e os fungos se destacam por serem de maior impacto.

Os fungos são microrganismos que por sua vez estão bem distribuídos no ambiente, seja ele na água, ar ou solo. Eles não produzem seu próprio alimento, soltam ao seu redor uma substância chamada exoenzima. Essas enzimas digerem moléculas orgânicas do ambiente, e então o fungo absorve o seu alimento que foi digerido pelas enzimas.

            Como decorrência, alimentos mal armazenados podem converter-se para a morada desses fungos, que podem ser, não só uma, mas uma variedade de espécies fungicas que se originam de fontes ambientais, que quando em condições favoráveis podem multiplicar-se na comida e causar deterioração (TANIWAK, 2001).

A presença excessiva destes microrganismos resulta na redução de vida útil do produto/ alimento, que por sua vez, será decomposto por fungos e bactérias encontrados que frequentemente são encontrados em alimentos (ex: pão mofado, laranja mofada ou uma banana com a casca escurecida).

 

 

OBJETIVO

 

            Observar através de experimento a variação da intensidade de degradação e deproliferação de fungos sobre laranjas expostas a diferentes ambientes.


METODOLOGIA

 


2 - Separação dos meios por cores (arquivo pessoal).

 


Foram utilizadas laranjas em potes (imagem 1) dispostos sobre variados ambientes, separadas em ambiente úmido, representado pelo pote com a tampa da cor azul; ambiente seco, representado pela tampa de cor verde escuro; ambiente escuro, representado pela cor preta (para não permitir a passagem de luz); ambiente claro, representado pelo pote de tampa verde translucido (imagem 2).

 

As laranjas ficaram localizadas à parede do prédio escolar, entre o jardim conhecido pelos alunos como “Nárnia” e o bloco A da ETEC Júlio de Mesquita. Sempre sob sombra.


Em cada pode úmido, foram adicionadas 2 gotas de água deionizada com o auxílio de conta gotas (imagem 3). Para evitar o excesso ou falta de água, a média de cada gota esteve por volta de 100 microlitros, isso feito de segunda à sexta para manter a umidade nesses potes.


Foi utilizado um termômetro infravermelho com mira laser (imagem 4) para medir a temperatura das laranjas, com este termômetro se garantiu facilidade e segurança pois não é necessário encostar nas laranjas para saber um resultado.

5 - Pesagem através de balança analítica (arquivo pessoal).

 



Precisou-se de uma balança para verificar a pesagem antes e depois do experimento. Para tal se utilizou de balança analítica da pois ela tem precisão no resultado (imagem 5).

 

A todo momento foram utilizados EPIs (equipamentos de proteção individual) como as luvas para tocar nas laranjas sem que se interferisse nos resultados e avental em laboratório.


 

RESULTADOS

 

Após cinco dias de observação, pôde-se constatar a redução da massa de todas as laranjas em pesquisa, a diminuição foi em média de 13,3 g, devido a degradação de matéria orgânica por microrganismos. É de notável decréscimo a massa nos potes úmidos, diminuição de aproximadamente 11,59g, e nos potes escuros, redução em média de 27,6g. Os resultados estão dispostos nas imagens 6/7.

6 - Tabelas apresentando a pesagem antes e após a realização do experimento (arquivo pessoal).


7 –Gráfico representando a variação média de massa (g) das laranjas no intervalo de 5 dias.

 

As temperaturas dentro dos potes mostraram-se com uma variação média de 2,29°C, em contraste a temperatura média ambiente foi de 21,32°C, com a acentuação na temperatura dos potes escuros e úmidos, com médias respectivas de 2,30°C e 2,40°C. Isso denota uma presença mais intensa de reações químicas sobre a matéria (Ver gráfico 8).

8 - Gráfico sobre a evolução da temperatura durante o período de experimento (arquivo pessoal).

 

DISCUSSÃO DE RESULTADOS

 

Os dados comprovam a expectativa inicial, havendo degradação do alimento em todas as amostras, porém com variações para cada situação simulada.

Através dos resultados obtidos foi possível evidenciar nas tabelas e no gráfico como os diversificados ambientes apresentados influenciam de formas diferentes na degradação de matéria. Foram nos potes escuros ondehouve redução maior na massa, já que esse tipo de ambiente é mais propenso para o desenvolvimento de fungos e esse é um agente degradador de matéria bastante eficaz.

Portanto, em ambientes com pouca luminosidade, maior umidade e temperatura, há um meio ideal para a proliferação dos fungos, então se pôde observação uma degradação majoritariamente causada por eles, o que nada mais é que sua função na cadeia alimentar Estes organismos são importantes decompositores por se alimentarem de matéria orgânica, contribuindo assim para a reciclagem de matéria. Logo, ocorreu o mesmo com as laranjas, um material orgânico que entrou rapidamente em decomposição, visivelmente acelerada por um tipo de fungo.

O fungo participante provavelmente do gênero Penicilliumalastraram-se por todas as partes internas e superfícies das amostras e ao gerar energia na quebra enzimática de açucares, criaram alimento da temperatura e diminuição na massa das laranjas.

 


 

CONCLUSÃO

 

Com o desenvolvimento desse trabalho, analisou-se os fatores que mais influenciaram na proliferação de fungos em laranjas orgânicas, sem químicos. Os resultados do experimento mostraram que esses microrganismos se propagam com mais facilidade em ambientes escuros. Outro fator importante foi a umidade que também auxiliou na multiplicação dos agentes fúngicos. A temperatura não teve grande influência nos resultados, já que não houve variação significativa entre os diferentes ambientes. Contudo, foi possível observar um maior desenvolvimento dos fungos em dias mais quentes.

Dessa forma, percebemos que esses organismos têm uma maior taxa de proliferação com ambientes escuros e umidades. A umidade garante um ambiente favorável para que os esporos dos fungos germinem, a temperatura amena ajudou na sobrevivência dos organismos e a ausência de luz ajudou na germinação de conídios. Com a metodologia utilizada, os três fatores citados mostraram-se os mais adequados para a propagação de fungos nas laranjas. Sendo assim é possível ter conhecimento de como conservar melhor alimentos, ou degrada-los, tudo de acordo com a necessidade existente.


 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

1.    TORTORA, G.J.; FUNKE, B.R. & CASE, C.L. Microbiologia, 6ª edição, Editora Artmed, Porto Alegre, 2003.

1.

2.    TANIWAKI, Marta; SILVA, Neusely. Microbiologia: fungos deteriorantes em alimentos. Campinas: EDITORA, 2001.

 

3.    SILVIA,          E.R.S. DECOMPOSIÇÃO DOS ALIMENTOS: AÇÃO DOS MICRO-ORGANISMOS.Medianeira, 2012.

 

4.    MARTHO; GILBERTO. BIOLOGIA EM CONTEXTO. São Paulo: MODERNA, 2013.

 

5.    RIBEIRO, K. D. K. da F. Características gerais dos fungos.Mundo da Educação. São Paulo. Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/caracteristicas-gerais-dos-fungos.htm>.



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