ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
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11/09/2017UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO EXTRATO À BASE DA AZADIRACHTA INDICA COMO REPELENTE NATURAL NO COMBATE AO MOSQUITO AEDES AEGYPTI  
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UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO EXTRATO À BASE DA Azadirachta indica COMO REPELENTE NATURAL NO COMBATE AO MOSQUITO Aedes aegypti

 

Zilmar Timóteo Soares

Vanderlene Brasil Lucena

Celly Almeida e Almeid,

Escola Santa Teresinha

Joane Glaucia de Almeida e Almeida

Instituto de Ensino Superior do Sul do Maranhão - IESMA/UNISULMA

 

 

 

 


RESUMO - O nim, Azadirachta Indica, é uma árvore que pertence a família do cinamomo, que também é conhecida como santa-bárbara, cedro, cedrilho, mogno, etc. É originário da Índia e de Myanmar, onde é usada há séculos, principalmente na Índia, como planta medicinal, planta sombreadora e mais recentemente como inseticida, adubo, na produção de madeira, entre outras. Diante do exposto o presente trabalho tem como objetivo, estudar a atuação da planta Nim indiano como repelente contra o mosquito Aedes aegypti. Trata-se de uma pesquisa experimental tendo como objeto de estudo, a doença dengue, ocasionada pelo mosquito Aedes aegypti. As amostras foram coletaddas aleatoriamente no município de Imperatriz, e transformados em extratos no laboratório da IESMA/UNISULMA. Em seguida foi produzido os sólidos (velas e sabonetes), que posteriormente foi testado como repelante e comprovada a sua eficácia afastando o mosquito onde  o mesmo estava presente. Os sólidos feitos a partir da planta nim Azadirachta indica mostram-se eficientes no combate do mosquito Aedes aegypti. Assim, a finalidade deste trabalho foi alcançado e a fabricação de sólidos que possam ser utilizados com facilidade pela população de Imperatriz sendo elas de baixo custo para o combate ao mosquito da dengue. Sendo viável economicamente pois os custos foram baixo (R$ 2,58 por velas e R$ 3,25 por sabonete) e ambientalmente correto por não agredir ao meio ambiente.

 

Palavras Chaves: Dengue.  Planta medicinal.  Repelente.

 


 

Introdução

 

O nim é uma planta de origem asiática, pertencente à família Meliaceae, natural de Burma e das regiões áridas da Índia Saxena, (1983). O nim (Azadirachta indica A. Juss) também pode ser encontrado com os nomes de neen, margosa, nime, lila índio, ou ainda por Melia azadirachta L., Melia indica (A. Juss.) Brandis e Antelaea azadirachta (L.) Adelb. (KOUL et al., 1990)

               É usada há séculos na Índia como planta medicinal, planta sombreadora e mais recentemente como inseticida, na produção de madeira e cosmético. Segundo Martinez (2002), é conhecida há 5.000 anos e apresenta ação contra mais de 430 espécies de pragas que ocorrem em diversos países, causando múltiplos efeitos, tais como: repelência, interrupção do desenvolvimento e da ecdise, atraso no desenvolvimento, redução na fertilidade e fecundidade, e várias outras alterações no comportamento e na fisiologia dos insetos que podem levá-los a morte. Além disso, estudos vêm demonstrando que o nim é uma planta medicinal que pode ser usada como anti-séptico, tônico, vermífugo, na cura da diabetes, malária, problemas dermatológicos, combate a sarna, pulga e outras doenças (MARTINEZ, 2002).

Através de sua rusticidade e adaptação a regiões áridas, o nim disseminou-se por todos os países da África e outras regiões tropicais e subtropicais do mundo onde é bastante cultivado, como Filipinas, Ilhas do Pacífico, Austrália e Américas.

Alguns estudos mostram que os agentes trabalham com uma visão restrita da causalidade do dengue, cuja complexidade não parece ser compreendida. Assume-se que prevenir o dengue é, sobretudo, lidar com o permanente combate aos criadouros de A. aegypti  Predomina portanto a visão, inferida pela proposição do controle, de que o dengue é causada pelo mosquito Aedes aegypti, enfatizando-se então informações sobre o vetor e sinais e sintomas clínicos, contribuindo para fortalecer a visão unicausal da doença na população, obscurecendo a relação água/ vetor (na fase larvária) e com outros fatores socioambientais e contribuindo para valorizar o tratamento em detrimento da prevenção segundo  Rangel 2008.

As primeiras introduções do nim no Brasil para estudo como planta inseticida foram feitas pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), em Londrina, em 1986, com sementes originadas das Filipinas, e 1989, com sementes da Índia, Nicarágua e República Dominicana, como parte de um projeto de pesquisas e controle alternativo de pragas com plantas inseticidas. Encontra-se hoje disseminado por todo país, principalmente nas regiões de clima mais quente.

Sabe-se que o nim produz efeitos contra o mosquito Aedes Aegypti (legítimo transmissor da dengue, febre amarela, entre outras). Contudo, há um profundo interesse em comprovar se tal efeito é produzido com o uso de velas do mesmo, sendo assim uma alternativa natural e barata ao combate dessa doença tão nefasta, a dengue.

Conhecido no Brasil desde o século XVII, sendo que em 1686 a presença do Aedes aegypti na Bahia, causou epidemia de febre amarela onde resultou em 25.000 doentes e 900 óbitos. Em 1969 foi detectada a presença de Aedes aegypti em São Luís e São José do Ribamar, no Maranhão. Vale ressaltar que em 1999 dos 5.507 municípios brasileiros existentes, 3.535 estavam infestados. Destes, 1.946 municípios em 23 Estados e o Distrito Federal apresentaram transmissão da dengue. 

Observando o índice tão alto de casos de dengue, tanto na cidade de Imperatriz - MA, quanto em todo o mundo, supõe-se que haja maneiras de minimizar o problema, sendo importante desfrutar das várias alternativas de combate ao Aedes Aegypti, principalmente se tratando de formas naturais.

Temos acompanhado o esforço e preocupação da mídia em relação à proliferação da dengue em todo o Brasil, mas é possível observar tal incidência em nossas próprias casas. É necessário, portanto, a estimulação do plantio do Nim Indiano. Para produção de repelente biológico sem causar problema ao meio ambiente.

 

Justificativa 


              A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus de evolução benigna na maioria dos casos. Seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. O vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Quando infectada, a pessoa fica imunizada de forma definitiva contra o tipo de vírus que contraiu e temporariamente contra os outros três. Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. A primeira geralmente apresenta como sintomas febre, dor de cabeça, dor no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos, mas raramente mata. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois, além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente choque e óbito.

               O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. A prevenção e as medidas de combate exigem a participação e a mobilização de toda a comunidade, com a adoção de medidas simples, como evitar o acúmulo de água limpa nas casas, visando à interrupção do ciclo de transmissão e contaminação.

               Caso contrário, as ações isoladas poderão ser insuficientes para acabar com os focos da doença. Na eventualidade de uma epidemia de dengue em uma comunidade ou em um município, há a necessidade de executar medidas de controle, como o uso de repelentes aplicados por velas em forma de fumacê ou por um sabonete a base de nim, para diminuir o número de mosquitos adultos transmissores e interromper a disseminação da epidemia em diferentes populações.

 

Problema       

 

Dengue é hoje um dos principais problemas de saúde pública do mundo. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 80 milhões de pessoas se infectam anualmente em mais de 100 países, com exceção do continente europeu. Dessas pessoas, cerca de 550 mil necessitam de hospitalização e pelo menos 20 mil morrem da doença. No Brasil, a maior incidência foi em 2002, quando foram registrados 794 mil casos.

               O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, encontrou no mundo moderno condições muito favoráveis para uma rápida expansão. Mais um problema causado pelo progresso da civilização! A urbanização acelerada que criou cidades com deficiências de abastecimento de água e de limpeza urbana; a intensa utilização de materiais não-biodegradáveis, como recipientes descartáveis de plástico e vidro; e as mudanças climáticas.

 

           Diante desta realidade desafiadora surgiu a seguinte questão: É possível repelir de forma natural o mosquito Aedes Aegypti com o uso de velas e sabonetes à base de Nim indiano (Azadirachta indica)?

 

Hipóteses    


              Supomos inicialmente que as velas e sabonetes fabricadas a partir do Nim indiano (Azadirachta indica)  são eficazes a repelir o mosquito Aedes aegypti e também que, a utilização das velas fabricadas a partir da planta nim indiano como repelente do mosquito Aedes aegypti melhoraria a qualidade de vida da população imperatrizense.


 

Objetivos

 

Nessa perspectiva, a pesquisa tem como objetivo investigar a ação de sólidos a partir  do extrato da folha da planta nim indiano como repelente no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Objetivou-se ainda: Entender a forma de contaminação do Aedes aegypti; Produzir velas e sabonetes para atuar como repelente; Analisar em laboratório o resultado do material produzido; Indicar a utilização da vela e do sabonete a partir do extrato da planta nim indiano como repelente no combate ao mosquito da dengue.

Acredita-se que é importante despertar na sociedade imperatrizense, assim como já é realidade a nível de Brasil e mundo, o interesse pelo estudo e a divulgação do conhecimento acerca da planta, nim indiano, através das pesquisas cientificas e experimentos práticos realizados no campo para beneficiamento da nossa sociedade através da fabricação de velas e ressaltar a multiplicidade de seus usos.


 

MÉTODOS E MATERIAIS

 

Objeto de Estudo

 

           Trata-se de uma pesquisa experimental tendo como objeto de estudo, a doença dengue, ocasionada pelo mosquito Aedes aegypti, e foi selecionado como variável de estudo a planta, Azadirachta indica, supostamente capaz de influenciar o objeto de estudo, definido formas de controle, da referida doença.

 

Local de estudo

          O local de estudo foi no Laboratório de Bioquímica e Bromatologia do Curso de Ciências Biológicas da Unidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão, situada na Rua São Pedro, s/n, Bairro Jardim Cristo Rei, Imperatriz – MA, CEP 65907-070.

 3.3- Instrumento de pesquisa

 

    Pesquisa bibliográfica sobre o assunto, coleta de materiais, secagem do material em estufa e experimento em laboratorio dos materiais produzidos (Vela e sabonete).

 

Procedimento experimental

Coleta do material

As amostras botânicas (Nim, Azadirachta indica) foram coletadas a Rua Rio Grande do Norte, 1854, Bairro Santa Rita, Imperatriz – MA. Sendo em 20 de Maio de 2013 coletada para o experimento inicial e em 14 de Junho de 2013 coletada para repetição do experimento com objetivo de observação e confirmação dos resultados. Já em abril de 2014 foi coleado 500 g de folhas para secagem e triturada e transformada em extrato e analisada sua toxidade no laboratório de bioquíma da IESMA/UNISULMA.

Para produção do sabonete foram coletados em uma nova etapa que ocorreu entre agosto e  outubro de 2015. As folhas foram coletadas aleatoriamente e pesada, em seguida secadas em estufa para ser transformadas em extrarto leofilizado. Com esse extrato foi produzido velas e sabonetes.

- Preparo dos extratos

a) Retirou 500 g de folhas dos galhos de nim indiano e colocou em 02 pacotes feito com papel madeira e fita adesiva branca;

b) Colocou este pacote na estufa para secagem durante 18 dias;

c) Retirou o pacote da estufa, pegou as folhas de nim secas (+ ou - 100 g), colocou em 01 almofariz e amassou com as mãos o máximo possível, em seguida foi triturada em um moinho elétrico;

Usou 01 béquer para depositar a porção de folhas e então pesar, logo em seguida colocar esta porção em 01 almofariz;

d) Encheu 01 proveta de 1000 ml: 01(uma) com álcool 70. Logo em seguida despejar sobre a porção de nim no respectivo almofariz e misturou;

e) Transferiu a mistura para 01 béquer de 1000 ml, tampou com filme de PVC, foi levado para ser aquecido em banho Maria a mais de 60 graus por 04 dias;

f) Retirou o béquer do banho Maria, contendo um extrato de nim: um alcoólico;

g) Colocou na geladeira por 04 dias Coou o extrato com um funil e algodão passando para outro béquer;

h) Esse experimento repetiu-se em 2014 e 2015, tanto para verificar toxidade como para a produção do sabonte e vela

 - Preparo dos sólidos

Material para produção de velas repelentes

500g de Parafina

Extrato da planta a 100%

12g de Corante.

12 de Essência.

 

 Vidraria

 

Becker 600ml

Pavio ou barbante encerado 

Cadinhos

Chapa aquecedora

Formas em acetato

Bastão de vidro

Balança de precisão.

Pipeta graduada de 10ml.

 

          Colocou a parafina em uma becker de 600ml, levou ao fogo brando em banho-maria e mexeu com o bastão de vidro. Assim que ela derreteu desligou o fogo. Foi mexendo intercalado até a parafina está totalmente líquida homogênea .

           Para a produção de uma vela, foram utilizado 40 ml de parafina, 10ml do extrato de nim, 1 gota de essência e 2g de corante. Produziu-se uma vela  de 42,845g (balança de precisão). Há um custo de R$ 2,58 (dois reais e cinquenta oito centavos).

          Para produção de 12 velas foram utilzado 1 kg de barra  com a composição química de 60%  de parafina e 40%  ácido esteárico, 120ml de extrato leofilizado de nim, 12g de corante e 12 gotas de essências. Há um custo total de R$ 29,00 (vinte e nove reais).

Materiais para o sabonete repelente

500g de base glicerinada;

12 gotas de essência;

12g de Corante cosmético;

Água

 

Vidraria

Becker 600ml

Proveta 10ml

Bastão de vidro

Balão de fundo chato

Placa de Petri.

           Cortou a base glicerinada e derreteu em uma becker de 600ml. Com a base totalmente líquida, adicionou a essência de alfazema o lauril, o extrato de nim e algumas gotas do corante e misturou bem.

            Adicionou 500 ml de água a base de glicerina ralada, levou ao fogo e mexeu até que a glicerina se dissolveu completamente. Em seguida, adicionou a base glicerinada, ao corante e mais 400 ml de água. Mexeu bem, até que a glicerina derreter e se formou uma mistura homogênea. Deixou repousar por 24 horas. Em seguida derreteu novamente e produziu 12 sabonetes experimental.

             Para a produção de um sabonete foram utilizadas as seguintes medidas: 40ml de glicerina derretida, 10ml de extrato de nim, 1g de corante cosmético e água. Produziu-se um sabonete com o peso de 53,141g (balança de precisão). Há um custo de R$ 3,25 (Três reais e vinte cinco centavos).

               Para produção de 12 sabonetes foram utilzados 1 kg de barra de glicerina, 120ml de extrato leofilizado de nim, 12g de corante e 12 gotas de essências. Há um custo total de R$ 39,00 (trinta e nove reais).

 

- Testes com o mosquitos

      Colocou as velas em uma sala fechada com os mosquitos da dengue. Acendeu as velas e verificou quantos mosquitos morrem por dia. Os mosquitos foram fornecidos pela FNS (Fundação Nacional de Saúde).

      O sabonete foi utlizado como repelente colocado sobre a pele em forma de espulma e em seguida seca a espuma na pele observou-se a ausência de qualquer inseto sobre a pele. O mesmo teste foi realizado em placa de petre e colocado em local de inseto, afastando os mesmos comprovando a eficiência do material

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

        Observou-se que as velas e sabonetes  fabricadas à base da planta nim indiano (Azadirachta Indica) mostram-se eficientes em repelir o mosquito Aedes aegypti.

         Existem trabalhos publicados com outras plantas que também têm eficácia comprovada contra o mosquito Aedes aegypti, porém não são plantas tão acessíveis como o nim.

         Velas naturais têm ação quando aplicados por horas contínuas e iniciados bem antes da exposição da pessoa ao ambiente (CARVALHO, 2000).

          Observou-se que 100% das larvas que estavam na placa de Petri morreram com a ação do extrato produzido pela planta nim, isto mostrou a eficácia  do material analisado. Quando colocado em local fechado na forma de vela observou-se durante algum tempo que repeliu todos os insetos presentes, isso prova que é um material de alta resolução contra  o mosquito da dengue e outros mosquitos. Que pode ser utilizado como repelente biológico sem trazer prejuizo ao meio ambiente.

           A folha do nim possui ingredientes ativos que repele diferentes insetos. Folhas verdes ou secas, incorporadas ao solo, controlam fungos patogênicos e nematóides. O extrato aquoso serve para ser colocado com agua na lavoura de verduras empedindos insetos devoradores de folhas secas. O sabonete tem ação repelente em forma de espuma, deve ser colcado antes da exposiação a locais onde se encontra o mosquito da dengue e outras espécies de mosquitos.

            Os resultados indicam que as preparações empregadas neste trabalho apresentam toxicidade aguda diferente. Assim, o extrato formulado é claramente mais tóxico que outros extratos já testados em outras espécies segundo a literatura.

             Foi possível observar resposta da toxicidade apresentada pelo extrato puro  no sabonete repelindo os mosquitos. Já  para os testes com o extrato leofilizado in vitro, em menor dose empregada em  48 horas eliminou 100% dos mosquitos.

 

4.1 Resultado econômica.

            Os custos operacionais na produção do sabonete e velas foram baixos, diante da situção econômica na qual estamos vivendo atualmente no Brasil. Para cada sabonete produzido gastou-se R$ 3,25 (três reais e vinte cicno centavos).  E para cada vela R$ 2,58 (dois reais e cinquenta e oito centavos).

4.2 Resultado para saúde

           A espulma do sabonete aplicada corretamente repeliu totalmente os insetos, isso apresentada durante os experimentos, ocorrendo em três momentos dos experimentos: laboratório; em casa; no campo. Repetidos por três vezes.

             A aplicação das velas surgiram o mesmo efeitos. Foram testadas no laboratório da IESMA/UNISULMA, em casa e uma sala preparada especialmente para o experimento, repetindo-se três vezes.

 

5. CONCLUSÃO

A elaboração e execução deste projeto teve como motivação contribuir com resolução de um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil que é o aumento do mosquito Aedes aegypti e a disseminação da dengue. E outras doenças, entre elas estão: Zika vírus; febre Chikungunya; dengue hemorrágica; Guilain Barré.

As velas e sabonetes feitos a partir da planta nim Azadirachta indica mostram-se eficientes no combate do mosquito Aedes aegypti.

Os presentes resultados indicam diferenças na toxicidade entre os produtos formulados e o estrato puro da substância empregada como praguicida, reforçando a idéia de que testes ecotoxicológicos devem empregar os produtos naturais com responsabilidade acompanhando de uma pessoa que tenha conhecimentos do princípio ativo puro para avaliação do risco/segurança de um produto a ser introduzido no meio ambiente.

Assim, a finalidade deste trabalho foi a  fabricação de velas e sabonetes que possam ser utilizados com facilidade pela população de Imperatriz sendo elas de baixo custo para o combate ao mosquito da dengue. Sendo assim, um trabalho de relevância econômica, relevância para saúde mundial e ambientalmente correto pois não agride ao meio ambiente na sua realização.

Os riscos foram mínimos, pois houve treinamente para os autores do projeto sobre regras de segurança de laboratórios, ministrado pela coordenadora de laboratório a Bióloga Vanderlene Brasil.  As testagem seguiram-se as normas internacionais de segurança e normas internas da IESMA/UNISULMA para a utilização de laboratório.

Para a produção de velas e sabonetes houve o acompanhamento do professor orientador Doutor Zilmar Timoteo Soares, proporcionando assim, a segurança  e credibilidade dos experimentos.

Esse é um trabalho viável pois apresenta grande relevância para saúde, pois provou através dos experimentos que é possivel produzir repelentes de baixo custo  no combate ao mosquito da dengue e outros insetos que provocam diferentes dioenças. Assim as expectativas foram respondidas e os objetivos alcançados.

             Com isso, afirma-se que os resultados podem ser aplicados em qualquer lugar do  mundo, onde houver uma planta com as mesmas características botânica e fenológico do nim indiano (Azadirachta indica), proporcionando à população um mecanismo biológico de combate às doenças que estão assustando o mundo, principalmente a camada mais pobre das periferias das grandes cidades, onde o saneamento básico é precário ou nao existe.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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REFERÊNCIAS ONLINE

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