ISSN 1678-0701
Número 65, Ano XVII.
Setembro-Novembro/2018.
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16/09/2018A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO MEDIDA PREVENTIVA DOS ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS  
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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO MEDIDA PREVENTIVA DOS ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS

Leonan Guerra1, Ísis Samara Ruschel Pasquali2 2

1Doutorando do PPG Educação em Ciências: Química da vida e saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, leonan.guerra@yahoo.com.br

2 Doutora em Educação e Ciências: Química da vida e saúde, Universidade Federal de Santa Maria, bio.isis@hotmail.com



Resumo: Os acidentes com animais peçonhentos ainda representam um problema de saúde pública no Brasil. Devido a gravidade e ao grande número de pessoas atingidas, conhecimento sobre os agentes causadores dos acidentes torna-se indispensável, tanto para evita-los, quanto para tratar corretamente dos enfermos. Nesse sentido esta pesquisa descreve um estudo realizado com pedagogos, com o objetivo principal de elaborar um plano de aula para auxiliá-los no ensino e aprendizagem sobre animais peçonhentos. Como forma de avaliar a ferramenta criada, foi aplicado um questionário investigativo sobre a temática animais peçonhentos para 62 alunos do curso de pedagogia da Universidade Federal de Santa Maria, que estavam cursando a disciplina de Ciências e Educação durante o primeiro semestre de 2013. Após a análise das questões foi observado que essa temática não é abordada em nenhum momento durante o curso de pedagogia, no entanto os futuros pedagogos demonstraram interesse em desenvolver atividades relacionadas a mesma em suas aulas, sendo fundamental a criação de materiais didáticos para auxiliá-los. Os resultados do presente estudo permitem concluir que a abordagem da temática “animais peçonhentos” durante a graduação em pedagogia e a criação de materiais didáticos sobre o assunto podem auxiliar os pedagogos a sensibilizar as crianças.

Abstract: Accidents involving venomous animals still represent a problem on Brazilian public health. Due to the seriousness of the matter and the great number of affected people, the knowledge about accidents’ responsible agents is imperative to both avoid them and correctly treat diseased. In this sense, this graduate final paper describes a research carried out with pedagogues mainly aiming at elaborating a lesson plan in order to assist them on teaching and learning about venomous animals.. As a way to evaluate the created tool, an investigative questionnaire on venomous animals has been applied to 62 students from the pedagogy major, who were attending the Sciences and Education course during the first semester of 2013. After the analysis of the questions, it was observed that venomous animals are not approached at any moment along the pedagogy major; however, future pedagogues demonstrate interest in developing activities related to the subject in their classes. So, the creation of didactic materials is fundamental in order to assist them. In addition, the lesson plan is intended to lead teachers to promote classroom discussions on the subject. Results show that the approach of the subject “venomous animals” along the undergraduate pedagogy major and the creation of didactic materials on the subject can assist pedagogues to sensitize children.

Introdução

Os acidentes com animais peçonhentos ainda representam um problema de saúde pública no Brasil, sendo notificados anualmente no Sistema de Nacional de Agravos e Notificação (SINAN), cerca de 120.000 casos de acidentes envolvendo esses animais (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012).

Apenas no ano de 2012, foram notificados pelo SINAN cerca de 4.760 acidentes envolvendo crianças de cinco a nove anos de idade, onde os principais agentes causadores foram serpentes, aranhas, escorpiões e lagartas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012). Assim, a gravidade e o grande número de pessoas atingidas tornam de grande importância o entendimento dos agentes causadores dos acidentes.

Tratamentos de saúde eficientes foram desenvolvidos ao longo dos anos, entretanto, questões mais simples como formas de prevenção podem ser mais exploradas e difundidas, principalmente na zona rural, onde o contato de pessoas com animais que podem causar intoxicação é mais frequente (Ministério da Saúde,1987; Fundação Nacional da Saúde, 1998). Informações simples, como identificar o agente causador e o que fazer com o acidentado, podem facilitar o tratamento clínico e evitar sequelas graves ou até mesmo a morte do paciente.

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998) aponta a importância dos professores auxiliarem os alunos na identificação de situações de risco para acidentes. Principalmente na zona rural por ser lugar de pouco movimento e por serem áreas afastadas dos grandes centros urbanos, onde há poucos investimentos em relação ao saneamento, calçamento, aglomerações de entulhos, restos de madeiras, acúmulo de alimentos, consequentemente atraindo os animais peçonhentos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2009).

Neste sentido o conhecimento sobre o assunto é de extrema importância para crianças, visto que a maior parte dos acidentes terrestres acontece no entorno das residências e das escolas (ALONSO JIMÉNEZ et al., 2006; ANDRADE; MELLO JORGE, 2001). Nesse sentido Busquets e Leal (1998) sugerem que o ensino da prevenção de acidentes poderia ser incluído nos currículos escolares, fazendo parte das atividades cotidianas das crianças.

Os próprios profissionais da educação consideram a escola como local apropriado para o desenvolvimento de ações educativas voltadas para a prevenção de acidentes infantis (GONSALES; GIMENIZ-PASCHOAL, 2007), entretanto, lhes falta preparação adequada e principalmente material didático correto para isso.

Embora o país apresente uma fauna extremamente rica, raros são os conhecimentos da população sobre ela. Um maior esclarecimento sobre as espécies e os reais riscos apresentados, contribuiria com a diminuição do número de acidentes e o impacto antropológico sobre as comunidades de aranhas, escorpiões e principalmente de serpentes.

Sendo assim, atividades relacionadas à educação para prevenção de acidentes, pode ser uma estratégia viável na promoção da sustentabilidade ambiental e melhor convivência entre homens e animais. Nesse sentido aprofundar o conhecimento sobre animais peçonhentos e difundir as informações por processos educacionais pode ser um caminho para prevenir acidentes e auxiliar na sensibilização do público, de que todos os animais, inclusive peçonhentos, fazem parte da cadeia biológica e que cada um tem uma função e importância no equilíbrio ecológico.

No entanto, uma das grandes dificuldades encontradas pelos professores das séries iniciais é a falta de material didático adequado para trabalhar a temática animais peçonhentos, bem como a falta de conhecimento sobre o tema para poderem ministrar aulas adequadas sobre o assunto. Nesse sentido, esse trabalho pretende contribuir com o ensino e aprendizagem sobre animais peçonhentos, através da elaboração de um plano de aula, tornando essa temática de fácil acesso para que assim os professores consigam de forma simples elaborar aulas que visem estudar a biologia dos animais peçonhentos e principalmente que contribuam para a prevenção dos acidentes. A estrutura aqui apresentada (Introdução, Metodologia, Resultados, Discussão) é apenas uma sugestão para organização do texto. No entanto, Bibliografia é obrigatória.

Metodologia

O público alvo da pesquisa foram os alunos do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Santa Maria que estavam cursando a disciplina de Ciências e Educação no segundo semestre de 2013. A escolha da disciplina se deve ao fato de ser a responsável por desenvolver temas relacionados às Ciências da Natureza, no curso de pedagogia.

Assim que as aulas tiveram início entrou-se em contato com a professora regente da referida disciplina para que fosse apresentada a proposta do projeto e esclarecidas as dúvidas referentes ao mesmo.

Como ferramenta metodológica para levantamento de dados se elaborou um questionário investigativo sobre o tema “animais peçonhentos” compostos por questões fechadas (objetivas) e abertas (subjetivas) contendo um total de cinco questões. De acordo com Parasuraman (1991), um questionário é um conjunto de questões, feito para gerar os dados necessários para se atingir os objetivos do projeto.

O mesmo é constituído por um conjunto de questões que se consideram relevantes para determinar as características do objeto da pesquisa, tendo como função à produção das informações requeridas pelas hipóteses e prescritas pelos indicadores (BELLO, 2004).

Após confecção do questionário foi escolhida a melhor data para sua aplicação, juntamente com a professora regente da disciplina escolhida para aplicação dos mesmos. Os alunos foram previamente avisados da data de aplicação do questionário e da importância da participação de todos.

Antes de entregar os questionários, na data pré-agendada para sua aplicação, o autor da pesquisa fez uma breve explanação sobre o que se tratava a mesma, esclarecendo que embora a participação fosse individual, os participantes não seriam identificados e por isso as respostas poderiam ser exatamente o que eles sabiam e acreditavam sobre os animais peçonhentos.

Foram utilizados questionários mistos quali-quantitativos e a investigação foi feita por meio de análises de respostas aos questionários, utilizando estatística simples (porcentagem). As respostas abertas foram categorizadas e para a análise dos dados foram utilizados como referencias o método de análise de conteúdo de Laurence Bardin e a pesquisa social de Antônio Carlos Gil.

Para Bardin (1977), pág.31, a Análise de Conteúdo é não só um instrumento, mas um “leque de apetrechos; ou, com maior rigor, um único instrumento, mas marcado por uma grande disparidade de formas e adaptável a um campo de aplicação muito vasto: as comunicações”. Seguem-se vários caminhos, inclusive dando margem a pesquisas de natureza quantitativa ou qualitativa.

A pesquisa social é definida por Gil (1999, p. 42), como:

(...) o processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos. A partir dessa conceituação, pode-se, portanto, definir pesquisa social como o processo que, utilizando a metodologia científica, permite a obtenção de novos conhecimentos no campo da realidade social.

Resultados e discussão

Participaram como sujeitos da pesquisa 62 alunos do curso de pedagogia durante a primeira semana de outubro de 2013, em diferentes dias e acompanhados pelo autor da pesquisa. Os acadêmicos de pedagogia responderam um questionário com quatro perguntas objetivas e com uma pergunta subjetiva, totalizando cinco questões.

Os alunos não levaram mais do que 10 minutos para responder todas as questões e entregar os questionários.

A primeira pergunta do questionário foi, “Você acha importante trabalhar com o tema Animais peçonhentos nos anos iniciais do Ensino Fundamental?” (Figura 01). Todos os alunos responderam essa questão, e 92% (57 alunos), consideram importante trabalhar com esta temática durante os anos iniciais e apenas 8% (5 alunos) não consideram a temática “Animais peçonhentos” importante.



Figura 01. Respostas dadas a pergunta “Você acha importante trabalhar com o tema Animais peçonhentos nos anos iniciais do Ensino Fundamental?”.

Como foi constatado nesta pesquisa, 92% dos alunos de pedagogia acreditam ser importante trabalhar com a temática “animais peçonhentos” nos anos iniciais do ensino fundamental, mas infelizmente o curso de pedagogia da UFSM não oferece base significativa para os acadêmicos desenvolverem essa temática em sala de aula, como afirma Bizzo (2002, p. 65),

“Os professores polivalentes que atuam nas quatro primeiras séries do ensino fundamental têm poucas oportunidades de se aprofundar no conhecimento científico e na metodologia de ensino específica da área, tanto quando sua formação ocorre em cursos de magistério como em cursos de Pedagogia”.

Corroborando ainda com a pesquisa em questão, Precioso (2004), analisou o currículo e aplicou um questionário investigativo para 240 alunos de seis cursos de formação de professores da Universidade do Minho em Portugal e a análise dos programas dos cursos mostrou que nenhum tinha qualquer cadeira de Educação para a Saúde em geral ou sobre qualquer outro tema em particular.

Situação semelhante é relatada por Leonello & L’abbate (2006), que mostrou a ausência do assunto educação em saúde em cursos de pedagogia de uma universidade estadual paulista. As respostas dos alunos que participaram da pesquisa desses autores revelaram que 65% dos respondentes não percebem a abordagem educação e saúde no currículo, porém 85% consideram a atuação do pedagogo indispensável para o desenvolvimento do tema no ambiente escolar.

Desta forma materiais educativos e um plano de aula que possam nortear os pedagogos seria uma importante estratégia de contribuir para o ensino, mais especificamente sobre os animais peçonhentos e prevenção de acidentes.

Na segunda questão, quando perguntado “Você possui algum conhecimento em relação aos Animais peçonhentos?” (Figura 02). Novamente todos os participantes responderam, sendo que 60% (37 alunos), afirmaram que não possuem nenhum conhecimento sobre esses animais e 40% (25 alunos), acreditam possuir algum tipo de conhecimento relacionado aos animais peçonhentos.



F

igura 02. Respostas dadas a pergunta “Você possui algum conhecimento em relação aos Animais peçonhentos?”.

Quase metade, ou seja, 40% dos futuros pedagogos que participaram desta pesquisa afirmaram que possuem algum tipo de conhecimento sobre a temática “animais peçonhentos”. Muitos desses acadêmicos provavelmente ainda acreditam erroneamente no quadro comparativo que os antigos livros didáticos traziam diferenciando serpente peçonhenta de não-peçonhentas, onde as serpentes peçonhentas podiam ser facilmente identificadas por algumas características morfológicas externas como, por exemplo, a cabeça triangular.

Atualmente, sabe-se que existem serpentes não peçonhentas com a cabeça triangular (Boa constrictor – jiboia), enquanto existem serpentes peçonhentas em que a cabeça não se destaca do corpo (Micrurus sp. – coral-verdadeira), outras características erradas que muitas pessoas usam para tentar identificar uma serpente peçonhenta são o formato vertical da pupila, a cauda que é afilada bruscamente, formato das escamas, entre outras (SILVA, BOCHNER e GIMÉNEZ 2011). Segundo o esquema a pupila vertical é considerada uma característica de serpente peçonhenta, porém a coral-verdadeira possui pupila arredondada, enquanto a não peçonhenta Corallus sp. (cobra-papagaio) possui pupila vertical, a afinação brusca da cauda não ocorre na serpente peçonhenta do gênero Micrurus, enquanto as corais-verdadeiras apresentam escamas lisas, as serpentes não peçonhentas denominadas cobras d’água apresentam escamas quilhadas. O orifício com função de percepção térmica, situado entre o olho e a narina, que anteriormente era chamado de fosseta lacrimal, hoje denominado fosseta loreal, é o fator mais facilmente determinante na identificação de uma serpente peçonhenta, com exceção da coral-verdadeira (SILVA, BOCHNER e GIMÉNEZ, 2011).

Certamente a maioria dos educadores das séries iniciais não sabem de tais características ou ainda confundem-se com elas, o que torna fundamental a existência de materiais didáticos específicos sobre essa temática destinado aos futuros educadores ou planos de aulas que auxiliem os pedagogos e os incentivem no desenvolvimento de aulas com a temática “animais peçonhentos” nos anos iniciais do ensino fundamental.

Quando realizada a pergunta “Você acredita ser importante, na sua formação, estudar o tema “Animais peçonhentos?” (Figura 03). Observa-se que a grande maioria 90% (56 alunos), responderam sim e apenas 7% (4 alunos) acreditam não ser importante estudar essa temática durante a graduação. Além disso 3% (2 alunos) não responderam essa questão.

Figura 03. Respostas dadas a pergunta “Você acredita ser importante, na sua formação, estudar o tema “Animais peçonhentos?”.

Há uma diretriz para que a Saúde Escolar esteja inserida sob forma de disciplina obrigatória nos cursos de graduação, tais como enfermagem, medicina, psicologia, fonoaudiologia, serviço social, pedagogia, odontologia, educação física, entre outros (CARTA DE VITÓRIA, 1990). E certamente a temática “animais peçonhentos e a prevenção de acidentes” estaria incluída nesta disciplina caso fosse implementado no curso de pedagogia, pois como mostra o resultado desse trabalho, de todos os alunos de pedagogia que participaram desta pesquisa, 90% acham importante na sua formação estudar a temática animais peçonhentos, pois muitos irão trabalhar em escolas afastados dos centros urbanos ou até mesmo em escolas da zona rural, onde o contato com esses animais é frequente. Nesse sentido os educadores deveriam estar preparados tanto para prevenir como para prestar um atendimento adequado aos envolvidos, em busca de reduzir as consequências de tais eventos.

Também foi apresentada para os alunos a seguinte questão: “Você considera importante a criação de ferramentas pedagógicas para trabalhar a temática “Animais peçonhentos” nos anos iniciais?” (Figura 04). Novamente a maioria dos alunos responderam sim, ou seja, 93% (58 alunos), enquanto 5% (3 alunos), não acharam importante a criação de ferramentas pedagógicas para se trabalhar com a temática “Animais peçonhentos” e penas um aluno não respondeu esta questão.

Figura 04. Respostas dadas a pergunta “Você considera importante a criação de ferramentas pedagógicas para trabalhar a temática “Animais peçonhentos” nos anos iniciais?”.

A maioria dos materiais encontrados e que podem ser utilizados em sala de aula pelo professor, mesmo não sendo adaptados para todos os níveis de ensino, são folders, cartazes e cartilhas distribuídos pelos Centros de Informações Toxicológicas (CITs) de cada Estado, ou então textos que abordam essa temática e que muitas vezes trazem informações erradas se não forem retirados de sites de instituições reconhecidas, como Instituto Butantan, Instituto Vital Brazil, Fundação Ezequiel Dias, entre outras, que trabalham na fabricação dos soros anti-peçonhentos e divulgam textos explicativos sobre a biologia dos animais peçonhentos e prevenção de acidentes, mas infelizmente são raros os materiais adaptado para o público infantil.

Como mostra essa pesquisa, 93% dos futuros pedagogos consideram importante a criação de ferramentas pedagógicas para trabalhar com a temática “animais peçonhentos. Fica claro a importância do plano de aula aqui sugerido, pois além de trazer informações e fontes de pesquisa para os pedagogos ainda traz atividades que podem ser usadas abarcando várias disciplinas, mas trazendo como enfoque principal os animais peçonhentos.

Sabemos que o pedagogo é um professor polivalente e nesse caso a temática em questão pode ser usada em aulas de diferentes disciplinas, como por exemplo, a história da descoberta do soro específico e do cientista Vital Brazil que é retratada entre as páginas do Gibi que faz parte do plano de aula aqui indicado.

O professor pode trazer para debate em sala de aula outras questões importantes do início do século XX, como as grandes endemias e a descobertas das vacinas, trabalhando assim a história. A historinha contada no Gibi se desenvolve na floresta, nesse caso o professor pode trabalhar com a geografia e explorar com alunos as características das florestas, sua importância, tipo de vegetação e os biomas que apresentam esse tipo de ambiente. O plano de aula aqui sugerido trás varias sugestões de atividades que podem ser realizadas envolvendo outras disciplinas, tornando-se o tema Animais Peçonhentos interdisciplinar.

E logo em seguida foi perguntado para os acadêmicos por que eles acham importante a criação de ferramentas pedagógicas sobre a temática “Animais peçonhentos” (Figura 05). Dos 62 alunos acadêmicos, apenas 35 responderam esta pergunta, sendo que 26% (16 alunos), acreditam que a criação de ferramentas pedagógicas sobre a temática “Animais peçonhentos” pode qualificar profissionalmente o pedagogo, enquanto 23% (14 alunos) entendem que a partir de ferramentas pedagógicas sobre “Animais peçonhentos” poderiam trabalhar com esse assunto em sala de aula e 8% (5 alunos) deram como resposta outras alternativas.