ISSN 1678-0701
Número 65, Ano XVII.
Setembro-Novembro/2018.
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16/09/2018REPRESENTAÇÕES, PERCEPÇÃO AMBIENTAL E TOPOFILIA: UM ESTUDO DE CASO DOS MORADORES DO RIACHO GRANDE – REPRESA BILLINGS, SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP  
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REPRESENTAÇÕES, PERCEPÇÃO AMBIENTAL E TOPOFILIA: UM ESTUDO DE CASO DOS MORADORES DO RIACHO GRANDE – REPRESA BILLINGS, SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP



Daniele Prado dos Reis1, Andrea Rabinovici1, Fernanda Cristina Romero¹, Zysman Neiman¹, Luciana Aparecida Farias1

1Departamento Ciências Exatas e da Terra/ Universidade Federal de São Paulo



Resumo

O distrito do Riacho Grande está localizado próximo às margens da Represa Billings, uma importante área de manancial da região metropolitana da cidade de São Paulo e que se caracteriza como local estratégico no que diz respeito a recursos hídricos. Nesse sentido, este estudo investigou as representações e a percepção ambiental de adultos, moradores do distrito do Riacho Grande, São Bernardo do Campo, SP, que participavam das reuniões da Subprefeitura localizada no próprio distrito. Essa pesquisa teve caráter qualitativo, sendo que os dados foram obtidos a partir de questionário semiestruturado e discurso dos 48 participantes, contendo a solicitação da evocação livre de palavras, bem como questões e abertas e fechadas. Os resultados sugerem que os moradores têm sentimentos topofílicos pelo local e não pretendem se mudar da região, porém a percebem como um ambiente abandonado que necessita de medidas contra os impactos socioambientais, como o desmatamento, resíduos, poluição, queimada e liberação de esgoto na represa Billings. Os participantes também acreditavam que a poluição está afetando negativamente a saúde de todos os moradores. Todavia, os frequentadores da Subprefeitura, especificamente, os que residem depois da balsa João Basso percebem o ambiente de forma mais positiva ao que se refere a beleza da represa. Por fim, de forma geral, os moradores possuíam uma representação naturalista a respeito do meio ambiente.

Palavras Chave: Percepção ambiental, Represa Billings, Representações sociais, Subprefeituras, Região de mananciais.



Abstract

The district of Riacho Grande is located near the banks of the Billings Reservoir, an important region of spring of the metropolitan region of the city of São Paulo and that is characterized as a strategic place with respect to water resources. In this sense, this study investigated the representations and the environmental perception of adults, residents of the district of Riacho Grande, São Bernardo do Campo, SP, that participated in the meetings of the subprefecture located in the district itself. This research had a qualitative character, and the data were obtained from a semi-structured questionnaire and speech of the 48 participants, containing the request for free association of words, as well as open and closed questions. The results suggest that the inhabitants have topophilic feelings about the place and do not intend to move from the region, but they perceive it as an abandoned environment that needs measures against socio-environmental impacts, such as deforestation, waste, pollution, burning and sewage release in the Billings Reservoir. Participants also believed that pollution is negatively affecting the health of all residents. However, residents of the subprefecture, specifically those that reside after the João Basso ferry-boat, perceive the environment more positively in relation to the beauty of the reservoir. Finally, in general, the residents had a naturalistic representation regarding the environment.

Key words: Environmental Perception, Billings Reservoir, Social Representations, Subprefectures, Region of Spring.



  1. Introdução



A Percepção Ambiental é uma das diversas abordagens da Psicologia Ambiental, termo adotado primeiramente por Brunswik, em 1943 (Gifford, 2002), e segundo o qual, os psicólogos deveriam se dedicar mais às investigações sobre as representações, argumentando que os estímulos ambientais transmitidos e a interação entre o ser humano e o meio eram bem mais complexos do que a princípio podia parecer. Sendo que atualmente, os estudos da percepção e representação são considerados importantes ferramentas em pesquisas socioambientais, bem como em projetos de educação ambiental (Melazo, 2005; Loureiro et al., 2006; Mazzotti, 2007; Marin, 2008; Araújo et al., 2016; Souza 2017).

O termo percepção é derivado do latim perceptio e, no dicionário de língua portuguesa Michaelis, seu significado consiste no ato ou efeito de perceber; capacidade de distinguir por meio dos sentidos ou da mente; inteligência; representação mental das coisas; qualquer sensação física manifestada por meio da experiência. E de acordo com Tassara & Rabinovich (2003), a percepção ambiental de um indivíduo está ligada diretamente com as experiências que já teve, pois, a percepção é como o sujeito incorpora suas experiências. Sendo um processo que envolve o sujeito e o ambiente e influenciado pelos órgãos dos sentidos, isto é, os receptores de estímulos, que ao serem sensibilizados produzem, por exemplo, sensação e cognição (Hoeffel & Fadini, 2007). Sendo que os processos perceptivos tornam-se um elo fundamental para a compreensão das interconexões entre a subjetividade, intersubjetividade e objetividade, as quais caracterizam, no sentido amplo, o campo de estudos da psicologia (Carvalho& STeil, 2013). E como a partir dessa relação, estabelecemos ou não um elo afetivo envolvido na identificação com o lugar, pois segundo Tuan (1983), “o espaço transforma-se em lugar somente à medida que adquire definição e significados”.

No presente trabalho, que é um recorte da dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Análise Ambiental Integrada, da Universidade Federal de São Paulo, entendeu-se que o sujeito, além de ser parte ativa do ambiente, também procura interpretá-lo, criando representações e as compartilhando. E nesse sentido, buscou-se analisar de forma integrada percepções e representações, conforme proposta do programa, sendo que para o estudo das representações compartilhadas adotou-se o referencial teórico do psicólogo social Serge Moscovici, a Teoria de Representações Sociais, bem como a proposta de Abric para estudos da do Núcleo Central dessas representações (Moscovici, 2015; Abric, 1993).

De acordo com a Teoria das Representações Sociais o ato do pensamento está relacionado à relação que o indivíduo com o objeto a ser significado. Este pode possuir características específicas ligadas à percepção, conceito ou a uma representação mental que pode substituir esse objeto quando estiver distante e/ ou ausente. As representações mentais podem variar de acordo com a expressão do sujeito, ligados à criatividade, autonomia, entre outros (Jodelet, 1989). Dentro dessa perspectiva, posteriormente, Jean Claude Abric apresentou a proposição da Teoria do Núcleo Central, em 1976, auxiliando no estudo das representações sociais, segundo a qual a organização interna das representações sociais bem como o seu funcionamento, é regida por um duplo sistema: o sistema central e o periférico, na qual apresenta diferentes características. O sistema central estaria relacionado à memória de um grupo, tem resistência a mudanças, tem coerência e gera o significado da representação. Já o sistema periférico integra experiências individuais em que permite uma flexibilidade e a presença de contradições no núcleo central (Abric, 1993).

Dentro desse contexto, o presente estudo investigou as representações, bem como a percepção ambiental de adultos moradores no distrito do Riacho Grande, São Bernardo do Campo, SP, que participavam das reuniões da Subprefeitura localizada no próprio distrito e como a partir destas estabeleceu-se ou não sentimentos topofílicos, fator fundamental na ressignificação do espaço pelo sentido de pertencimento a um lugar.



2.0 Materiais e Método



Este trabalho é um recorte de um projeto de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Análise Ambiental Integrada da Universidade Federal de São Paulo, o qual se propõe o desafio de integrar áreas distintas de conhecimento, resultando no exercício da interdisciplinaridade e na compreensão da complexidade envolvida nas questões socioambientais. Dentro dessa perspectiva, a proposta teve caráter qualitativo na forma de um estudo, entendido aqui como uma “investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo (o caso) em profundidade e em seu contexto de mundo real, especialmente quando dos limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente evidentes” (Yin, 2015). Sendo que também foi utilizado a observação direta ou observação não participante, conforme refletem Bogdan e Biklen (1994) e Belei e colaboradores (2008), bem como entrevista com aplicação deum questionário semi-estruturado contendo também a solicitação da evocação livre de palavras para estudo do provável Núcleo Central da representação (Abric, 1993)a partir do termo indutor “Represa Billings” e diário de campo. Para análise dos resultados foi utilizada a análise documental, por meio de documentos disponíveis no acervo memorial da cidade, com o objetivo de se obter conhecimento a respeito do processo histórico de mudança e impacto socioambiental na região, tabulação dos dados, análise semântica das palavras evocadas, com posterior cálculo da frequência e ordem evocação para a geração dos quatro quadrantesCerqueira e col. (2015)e análise do discurso (Rocha & Deusdará, 2005).



Da Escolha Local de Estudo



O distrito do Riacho Grande está localizado na região sudeste da área metropolitana de São Paulo, no município de São Bernardo do Campo (SBC), nas proximidades de Diadema e da região conhecida como ABC. Sendo que a maior parte da extensão territorial do Riacho Grande pertence a uma área de proteção a manancial e tem a presença de uma grande biodiversidade, mas um triste histórico de aumento gradativo de ocupações irregulares e precárias, que ocasionam uma intensa degradação na região, por meio do despejo de dejetos comerciais e domiciliares diretamente na Represa, o que por sua vez interfere no ciclo biológico e no desmatamento da vegetação nativa (Begalli, 2013, Duran et. al., 2006).

Além disso, outro fator de fundamental importância para a realização do estudo da percepção e representação ambiental no local foi o isolamento geográfico de algumas vilas do distrito, as quais são separadas por balsas. A balsa dificulta a circulação de moradores das cidades vizinhas (Diadema, Santo André e São Paulo) até a região, pela falta de infraestrutura dos transportes públicos e a demora em sua travessia. Por outro lado, essa dificuldade retarda a intensa ocupação da região, preservando-a, mas, também leva os moradores ao isolamento sociocultural, de acordo com documento da Secretária do Meio Ambiente de São Paulo (SMASP, 2016) referente à proposta para criação das unidades de conservação na região do Riacho Grande (Figura 1).



Figura 1: Distrito do Riacho Grande do município de São Bernardo do Campo - São Paulo.

Fonte: própria

Para levar as demandas relacionadas ao distrito, bem como a demora na travessia da balsa, transporte público, a falta de caminhões de coleta de resíduo sólido que não conseguem chegar às vilas, entre outros problemas relacionados a via de acesso os moradores procuravam a Subprefeitura. Para facilitar a exposição de reivindicações e anseios da população ao subprefeito, mensalmente eram realizadas até 2016 reuniões com representantes de bairro no espaço da Subprefeitura. Este espaço caracterizou-se como um importante recurso para que o Subprefeito pudesse, além de ouvir a comunidade, buscar e discutir soluções para os problemas e também informar sobre notícias a respeito do distrito. A Subprefeitura do Riacho Grande não se constituía apenas como agência de atendimento, pois havia nela uma dinâmica de funcionamento que consistia em recolheras demandas da população e encaminhá-las às instâncias administrativas competentes, permitindo assim, a população participar das decisões do distrito.



Etapas e Procedimentos

O estudo na região foi dividido em cinco etapas principais: a) fase exploratória – visitas a campo; coleta de informações, consulta em fontes históricas disponíveis no Serviço de memória e acervo de São Bernardo do Campo; b) procedimentos técnicos e éticos; c) coleta de dados – elaboração, teste e aplicação de questionário; d) participação em reuniões e diário de campo; e) tabulação, análise e interpretação de dados.

Durante o período exploratório da pesquisa foram realizadas visitas ao distrito e à Subprefeitura do Riacho Grande. Nas visitas, analisou-se como era a rotina das reuniões da Subprefeitura e os principais problemas visíveis no distrito. Nesta fase notou-se a existência de casas às margens da represa, a presença de resíduos sólidos na região próxima à Represa nas proximidades da Subprefeitura, o trânsito de veículos para a travessia da balsa, entre outras informações. Também foram levantadas informações em arquivos históricos da cidade de São Bernardo do Campo, por meio da análise documental de documentos disponíveis no acervo memorial da cidade.

Após aprovação da pesquisa pelo Comitê de Ética da Universidade, bem como solicitação formal ao subprefeito para participação e anotação das informações nas reuniões da Subprefeitura, realizou-se na primeira reunião do ano em 2015, uma apresentação do projeto, explicando a importância e justificativa do trabalho. Foi solicitada a colaboração dos frequentadores das reuniões para a etapa de coleta dos questionários nas reuniões seguintes. Antes das entrevistas com aplicação de questionários os frequentadores preencheram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

O questionário foi composto por questões estruturadas e semiestruturadas, cujo objetivo foi obter dados a respeito de: 1) caracterização sociodemográfica do local; 2) percepção ambiental dos participantes, que segundo Tassara e Rabinovich (2003), está ligada diretamente com as experiências do sujeito, as quais ajudam este a compor sua identidade a partir de interpretações culturais e constrói narrativas de si próprio, o que caracteriza a percepção ambiental como um fenômeno psicossocial, que também é influenciado pelo ambiente e órgãos dos sentidos. A percepção ambiental por sua vez, está relacionada com as representações sociais, as quais “aproximam-se de uma forma de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, que tem um objetivo prático e concorre para a construção de uma realidade comum a um conjunto social” (Jodelet, 2001, p.22). Por fim, objetivava-se também averiguar o nível de satisfação em diversos aspectos da região; e indicativos sobre a cidadania no espaço público da subprefeitura, assim como a frequência e motivo pelo qual os moradores participavam da reunião. Sendo que no presente recorte, foram destacados os resultados obtidos referentes às questões que objetivavam avaliar a percepção e representação ambiental dos participantes e quais os possíveis aspectos topofílicos se desenvolveram ou não a partir dessa relação (Tuan, 1983).

Foram realizadas visitas na Subprefeitura do Riacho Grande entre setembro e novembro de 2015, totalizando 48 coletas do questionário. O número se baseou na média de frequentadores das reuniões, levantada pelo livro de frequência disponibilizado para assinatura na própria Subprefeitura.

Participaram do estudo jovens a partir dos 18 anos e adultos, homens e mulheres, moradores do município e que frequentavam as reuniões da Subprefeitura. Sendo que a maioria dos participantes foram do sexo feminino, sendo 29 mulheres (60%) e 19 homens (40%). A faixa etária dos participantes apresentou um maior número de participantes a partir de 51 anos (50%),em seguida a faixa de 31 a 50 anos com (42%) e a faixa de 20 a 30 anos como menor percentual.

Por fim, como o Riacho Grande é separado por balsas, todos os dados foram categorizados em duas vertentes: frequentadores da subprefeitura que moram antes da balsa e frequentadores que moram após a balsa. De acordo com as visitas realizadas na região, informações contidas na coleta do questionário e da participação em reuniões, verificou-se que os moradores do pós-balsa possuem maior isolamento geográfico, pela falta de infraestrutura no transporte público e travessia da balsa, o que pode levar à diferença de percepção e representação com relação ao meio e o desenvolvimento ou não de sentimentos topofílicos com relação ao lugar.



3.0 Resultados e Discussão



Para a evocação de cinco palavras a partir do termo indutor “Represa Billings”, foram evocadas 232 evocações, sendo que estas foram reduzidas à 69 palavras diferentes entre si, para o termo indutor adotado. Esta redução ocorreu devido ao estudo semântico realizado, buscando compreender o sentido empregado para cada palavra, por meio da análise da frase que os indivíduos elaboraram utilizando as cinco palavras evocadas. Após a análise da frase correspondente, a similaridade dos termos, sinônimos e significados, tanto gramaticais quanto semânticos em geral, foram analisados e discutidos com a finalidade de atingir um agrupamento coeso de evocações, facilitando a análise de representação social do grupo participante da pesquisa.

Optou-se em analisar as frequências mínimas de evocação que fossem iguais ou superiores a três (F≥3), pois um termo e/ou palavra, só podem ser considerados uma representação social quando compartilhados por um determinado grupo social, ou seja, neste caso, entendeu-se como sendo por no mínimo três indivíduos.

Conforme destacado anteriormente, para se analisar o provável núcleo central da representação, foi usado um “software” de evocação de palavras, que possibilitou identificar a organização das palavras dada pela combinação da frequência com a ordem média de evocação (OME). A técnica de análise permite identificar quatro quadrantes, no qual são distribuídas as evocações, que discriminam os elementos do sistema central e periférico. De acordo com Vérge (2002 apud Machado e Aniceto, 2010), no primeiro quadrante situam-se os elementos mais relevantes, isto é, os mais prontamente evocados e com maior frequência e por isso constituem o provável núcleo central de uma representação. No segundo e terceiro quadrantes ficam alocados os elementos menos relevantes na estrutura da representação, contudo, eles são significativos em sua organização. No segundo quadrante, chamado de primeira periferia, estão as evocações que tiveram uma alta frequência, mas que foram citados nas últimas posições; no terceiro quadrante, chamado de zona de contraste, encontram-se os elementos que foram citados em menor frequência, mas, evocado nas primeiras posições. No quarto quadrante estão os elementos menos citados e evocados, este quadrante recebe o nome de segunda periferia.

O diagrama das representações sociais foi analisado em duas vertentes: moradores antes da balsa e moradores depois da balsa, com a finalidade de verificar se há diferença de percepção entre estes grupos. Sendo que em relação aos frequentadores de antes da balsa teve como provável núcleo central: água, sujeira, lazer e poluição. Esse núcleo central indica que os frequentadores percebem a represa tanto de forma negativa (sujeira e poluição) quanto positiva (lazer). (Figura 2).

Figura 2 Palavras evocadas pelos moradores antes da balsa João BassoFonte: (REIS, 2017)

Na primeira periferia (segundo quadrante), situaram-se as palavras peixe e abandono. A palavra peixe remete ao que é encontrado na represa, a atividade de pesca e até mesmo ao passado, no qual, a represa tinha abundância de peixe. Conforme exemplos de frases descrita no questionário:

Década de 70? A represa tinha vida, natureza exuberante, água limpa. Hoje temos risco de pegar leptospirose e outras doenças, tivéramos muito peixe de qualidade para nosso alimentar, hoje temos degradação ambiental (Moradora antes da balsa, 65 anos)”;

A Represa Billings é muito importante para a região seja para o lazer ou para o trabalho (pesca) [...]. (Moradora antes da balsa, 28 anos)”;

Considero a Represa Billings muito bonita, apesar de estar poluída e suja e sem peixe ainda é navegável. (Morador antes da balsa, 60 anos)”.

Já a palavra “abandono” é remetente tanto para os próprios moradores como para os governantes. Alguns moradores associaram crescimento desordenado ao abandono da represa, conforme o depoimento a seguir:

A sujeira, o lixo e o esgoto o abandono da represa isso contribui para o crescimento desordenado das casas, não dando respeito às águas da represa. (Morador antes da balsa, 48 anos)”.

A zona de contraste (3º quadrante) é composta pelas palavras: abastecimento, vida e beleza. A palavra abastecimento remete ao utilitarismo da represa. Já a palavra beleza denota topofilia de um subgrupo dentre os frequentadores da reunião. Na segunda periferia (4º quadrante) estão as palavras população, esgoto, turismo e natureza. A população é referida tanto aos turistas como moradores do local. Já o esgoto aparece como uma das causas da poluição da represa. A natureza foi evocada como significado da represa. A seguir o diagrama das estruturas de Representação Social antes da balsa.

Já no caso dos frequentadores depois da balsa (Figura 3), as palavras presentes no provável núcleo central (1º quadrante) são: poluição e beleza.

Figura 3 Palavras evocadas pelos moradores depois da balsa João Basso Fonte: (REIS, 2017)

Da mesma forma que o caso anterior dos moradores de antes da balsa, os frequentadores também percebem o ambiente tanto de uma forma positiva (beleza) quanto negativa (poluição). No caso da pós-balsa a palavra beleza aparece como provável núcleo central, diferente dos moradores antes da balsa que aparece na zona de contraste. A palavra beleza denota um maior sentimento de Topofilia pelos respondentes, a despeito das dificuldades por eles enfrentadas, conforme os depoimentos a seguir:

A represa apesar de poluída tem beleza, pescaria e lazer. (moradora da pós-balsa, 56 anos)”;

É bonito pela grandeza de quantidade de água. Tudo que vem da natureza é esplêndido! [...] (moradora da pós-balsa, 58 anos)”.

Na primeira periferia (2º quadrante) estão as palavras natureza e peixe. A palavra peixe está relacionada à pesca, a mortalidade de peixes e condições impróprias do pescado para o consumo. A palavra natureza está associada ao que é a represa, sendo a natureza, importante para manter a sobrevivência, conforme depoimento a seguir:

O cuidado com a natureza, garante a nossa sobrevivência, a natureza é muito importante para todo ser viva, a seca, queimadas, etc, nos prejudica muito, temos que cuidar do nosso planeta (moradora da pós-balsa, 36 anos)”.

Na zona de contraste (3º quadrante) estão as palavras água e limpeza. A palavra limpeza está relacionada às ações do ser humano para a preservação da represa, conforme indicado no depoimento:

A represa precisa de proteção, limpeza, preservar com todo cuidado. (moradora da pós-balsa, 55 anos)”.

Já na segunda periferia (4º quadrante) estão as palavras abandono, preservação e sujeira. A sujeira refere-se à poluição e apresenta uma percepção negativa dos sujeitos da pesquisa por prejudicar os peixes e o meio ambiente:

Na represa se tem muita água, porém com muita sujeira, prejudicando os peixes e o meio ambiente, sendo necessário conscientizar os turistas e moradores. (moradora da pós-balsa, 45 anos)”.

Os diagramas – antes e depois da balsa – possuem semelhanças. A poluição, por exemplo, aparece nos dois casos, como provável núcleo central, sendo, portanto, uma representação social compartilhada pelos moradores em ambos os locais.

De acordo com Moscovici (2015) o mundo é percebido de acordo com nossas percepções, ideias e atribuições. Logo, a poluição representa a forma como a represa é vista atualmente por esses moradores que participam das reuniões. E a palavra sujeira que aparece em ambos os diagramas reforça a representação da represa como um local poluído. E nesse sentido, a palavra abandono, evocada na primeira periferia pelos moradores antes da balsa e na segunda periferia pelos moradores da pós-balsa, assim como a palavra preservação evocada pelos moradores depois da balsa revela a necessidade de existirem ações para diminuir a poluição da represa.

A palavra beleza também remete a representação social, todavia, aparece como provável núcleo central apenas dos moradores depois da balsa. Do total de moradores do pós-balsa que eram 16, oito (50%) evocaram a palavra beleza ou termos sinônimos, como lindo e exuberante. Já em relação aos moradores antes da balsa a palavra beleza aparece na zona de contraste, indicando um provável subgrupo menor. E do total de 32 moradores de antes da balsa, a palavra beleza foi evocada apenas seis vezes.

No questionário, também foi perguntado aos participantes: Para você o que é meio ambiente? A maioria dos participantes (Tabela 1) considerou o meio ambiente associado à vida, seja o ambiente onde habita os seres vivos ou o que envolve a vida. Logo, as percepções de meio ambiente para os frequentadores da Subprefeitura estendem-se para espaços que os circundam, a natureza e para ações de preservação e cuidados. Como não houve grandes diferenças de resposta entre os moradores antes e depois da balsa, os resultados desta e das demais questões estão expostos juntos.

Tabela 1: Entendimento dos respondentes sobre o que é meio ambiente

O que é meio ambiente

N. participantes

Percentual

Natureza

9

19%

Tudo que envolve a vida

9

19%

Lugar onde habita seres vivos

8

17%

O que nos cerca

7

15%

Conjunto de comunidades ecológicas, vegetação

3

6%

Preservar

2

4%

Conjunto de influências naturais

1

2%




É o homem cercado pelos planetas

1

2%

Envolve coisas vivas e não vivas

1

2%

Lugar limpo

1

2%




Todos nós

1

2%

Tudo

1

2%

Sem resposta

4

8%

Total

48

100



Fonte: (REIS, 2017).

As respostas para a questão “o que é meio ambiente”, puderam ser classificadas em três categorias que foram pensadas de acordo com os dados obtidos:

1) socioespacial – que refere-se ao lugar onde se mora, onde se vive:

É o lugar onde vivo (morador da pós balsa, 60 anos)”; “Lugar onde vivemos e convivemos (morador antes da balsa, 68 anos)”; É todo o espaço em que vivemos (moradora antes da balsa, 28 anos)”.

2) biofísico – que inclui fatores biótico e abióticos:

É mata, água, animais (morador antes da balsa, 42 anos)”; “Meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não vivas (moradora antes da balsa, 65 anos)”;“É a natureza viva ao meu redor (moradora antes da balsa, 46 anos)”;“Ver a natureza, flores, pássaros e rios (moradora da pós balsa, 45 anos)”.

3) Atitudinais – está relacionada a ações dos seres humanos:

Preservação da natureza (moradora antes da balsa, 48 anos)”;“Preservar o mundo, a população (morador antes da balsa, 51 anos)”;“Cuidar das matas e dos bichinhos (moradora antes da balsa, 63 anos)”.

Quando perguntado sobre quem deve cuidar do meio ambiente, a maioria (96%) respondeu que é dever de todos. Analisando as respostas completas dos indivíduos da pesquisa no questionário, nota-se que os frequentadores da Subprefeitura não só se consideravam responsáveis em cuidar do meio ambiente, como também sabem seus deveres para contribuir com a natureza:

Todos nós. É necessário conscientização de que dependemos dele para o futuro (moradora antes da balsa, 26 anos)”;

Todos nós. Eu poderia contribuir economizando e não destruindo (moradora da pós-balsa, 44 anos)”;

Todos, separando o lixo reciclável e colocando no lugar certo (moradora antes da balsa, 39 anos)”;

Todos nós somos responsáveis, separando o lixo doméstico de casa, não jogando lixo nas ruas, etc. (moradora antes da balsa, 28 anos)”.

A importância da educação foi citada nas respostas, os sujeitos da pesquisa acreditavam que, pela educação ambiental e por aprendizados sobre a coleta seletiva, as pessoas podem se sensibilizar com relação aos problemas ambientais, despertando o interesse e a responsabilidade de cuidar do seu meio:

Todos devemos contribuir através da educação ambiental (moradora antes da balsa, 45 anos)”;

Além dos governos, nós as próprias comunidades. Passando para os munícipes os aprendizados, sobre coleta seletiva, e etc (morador antes da balsa, 68 anos)”.

Em ambas as respostas, destaca-se um indicativo de cidadania. Que de acordo com Sato (2003) a cidadania envolve ações tanto do próprio sujeito, quanto na mobilização desse indivíduo em envolver mais pessoas para que também tomem atitudes que promovam soluções aos problemas existentes na relação entre pessoa e ambiente ou na prevenção de problemas ambientais.

Com relação à questão: “cite quatro elementos que fazem parte do meio ambiente”, a maioria dos moradores citou a água e o ar, muito provavelmente pelo fato de morarem próximo à represa. Em seguida alguns citaram “fauna e o homem” ou “vegetação e flora”. A maioria (77,1%) citou elementos naturais. Apenas quatro (8,3%) incluíram elementos artificiais e sete pessoas (14,6%) não responderam a essa pergunta. Embora cinco pessoas tenham citado elementos artificiais entre os quatro elementos da natureza, nenhum indivíduo deixou de citar elementos naturais. Logo, foi constatada predominância da representação naturalista do meio ambiente, na qual, segundo Neves (2003) o indivíduo tem a percepção do ambiente com aspectos somente da natureza ou enfatizando a defesa ou proteção do meio ambiente. Uma forma mais ingênua.

Os elementos artificiais/abstratos citados pelos quatro frequentadores da subprefeitura foram: cultura, lazer, casa, comunidade e reciclagem.

No que diz respeito à degradação ambiental o que mais chama atenção dos moradores é o desmatamento, o resíduo e a poluição. E vale ressaltar que esta tríade pode causar consequências drásticas nas regiões de mananciais, como é o caso do Riacho Grande. Entre as consequências está a proliferação de algas devido ao excesso de material orgânico, o assoreamento, a contaminação e mortalidade de peixes e outros seres deste ambiente, além da falta de água, que é solucionada por meio do encarecimento no tratamento desta, visto que será necessário investir para obter uma boa qualidade de água (Maricato, 2001).

A queimada também foi descrita pelos moradores como uma das degradações ambientais mais impactantes. A queimada foi a quarta mais citada, depois de desmatamento, resíduo sólido e poluição. Enquanto o desmatamento foi o mais lembrado para os moradores de antes da balsa, para os moradores do pós-balsa foi o resíduo sólido, tendo desmatamento, poluição e queimada em igualdade de número de respostas. Sendo que o fato do resíduo sólido ser a degradação ambiental mais lembrada na pós-balsa pode estar relacionado com o fato de que em alguns locais não passam caminhão de coleta de resíduos sólidos, devido o estreitamento das ruas, sendo coletado o resíduo por caçambas, conforme informações da própria Subprefeitura.

Quando questionado aos participantes se eles acreditavam que o índice de poluição do Riacho Grande estava afetando a saúde dos moradores, 98% respondeu que sim. E alguns justificaram que a represa está contaminada com esgoto, pó de rua sem asfalto e atividades poluentes do homem.

Com relação à qualidade de água as principais fontes de poluição da represa estão relacionadas ao bombeamento de águas do rio Pinheiros, a ocupação das margens da Represa Billings e o florescimento de algas, em função da presença de esgoto. Já em relação à contaminação de solo, os postos de combustíveis e as indústrias eram as principais causadoras de contaminação no solo do município em 2011, já que solventes e combustíveis eram as substâncias mais encontradas em áreas contaminadas (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2012).

De acordo com Tuan (1980), a palavra topofilia é usada para definir laços afetivos dos seres humanos com o lugar ou ambiente material, na qual a interação do sujeito com o meio ambiente podem ser basicamente duas:

i. Estética: prazer que se tem de uma vista, sensação de beleza.

ii. Tátil: o agrado ao sentir o ar, água, terra.

No sentido estético, a beleza destacada no núcleo central das representações sociais é percebida por moradores que conhecem bem o local, já que a grande maioria dos participantes da pesquisa (65%) residem no local há mais de vinte anos. Nesse sentido, Tuan reflete:

A beleza é sentida, como o contato repentino com um aspecto da realidade até então desconhecido; e a antítese do gosto desenvolvido por certas paisagens ou o sentimento afetivo por lugares que se conhece bem(TUAN, 1980, p.108).

Já o sentido tátil é limitado as pessoas, que quase não tem envolvimento suave e inconsciente com o mundo físico. Há muito envolvimento recreacional e pouco envolvimento vocacional (TUAN, 1980). E este sentido aparece no diagrama de representações sociais relacionada a possibilidade de lazer, pesca e turismo.



4.0 Conclusão



Inicialmente considerou-se ser pertinente na pesquisa, que os frequentadores da subprefeitura do Riacho Grande que residiam antes e depois da balsa João Basso pudessem ter percepção e representação ambiental diferente, isto porque a balsa que os separam tem uma espera longa para travessia e muitas ruas da pós-balsa tem problemas de acesso urbano, pelo estreitamento da mesma e a falta de asfalto nas ruas, o que dificulta o acesso do caminhão de coleta de resíduos sólidos e a chegada intensa de turistas. Porém, verificou-se algumas semelhanças de percepção e representação ambiental entre as duas regiões.

Quando relacionado especificamente à represa Billings, os moradores de ambas as regiões a representaram socialmente como um lugar poluído. Todavia, os moradores depois da balsa apontaram também características que remetia a uma percepção positiva do local, cujo núcleo da representação social indicou ser um lugar bonito. Realidade diferente dos moradores de antes da balsa, na qual a palavra beleza ficou distante do núcleo central. Para os moradores antes da balsa a percepção positiva se refere a possibilidade de lazer e a presença de água na represa. Na qual os moradores depois da balsa possuem uma interação estética, relacionado a sensação de beleza, já os moradores antes da balsa, possuem a interação mais próxima ao sentido tátil que se relaciona as atividades recreativas e o agrado ao sentir o ar, água e terra.

Em relação a responsabilidade sobre o meio ambiente quase todos os sujeitos dessa pesquisa (96%) se consideraram corresponsáveis, o que se considera um ponto importante, visto que a responsabilidade social está ligado tanto a percepção ambiental quanto ao exercício da cidadania. Os moradores têm uma visão naturalista do que é meio ambiente, principalmente ao que está relacionado principalmente à presença da vida, destacadamente natural, com poucos elementos artificiais.

Foi possível perceber que se incomodam com a degradação ambiental, principalmente no que se refere a tríade: desmatamento, resíduo sólido e poluição da represa. Devido ao aumento destas degradações os frequentadores percebem a região como abandonada, justificando o porquê da palavra abandono na primeira periferia dos diagramas de representações sociais de ambas as regiões. Praticamente todos os frequentadores concordam que a poluição está afetando negativamente a saúde dos moradores.

É importante que as lideranças de bairro e a população em geral entendam as principais causas da degradação ambiental e como solucioná-las, visto que estes moradores conseguem influenciar nas ações do poder público, ao participar das reuniões na subprefeitura e podem cobrar demandas a cerca dessa temática. Logo, se torna essencial projetos de educação ambiental no Riacho Grande em conjunto com a comunidade e prefeitura.



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